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portugal dos pequeninos

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Um inimigo familiar

João Gonçalves 23 Jul 13



«O Papa Bento XVI, um velho professor de Teologia Dogmática, insistiu em relembrar os fundamentos da doutrina e em reconstituir, na medida do possível, uma tradição ignorada e, agora, crescentemente desprezada. Não chegou longe, impedido pela indiferença geral e pela resistência interna e externa, que pouco a pouco o isolou. Quando saiu, o seu pontificado estava sem destino. O Papa Francisco resolveu seguir outro caminho.(...) Este Papa também não se interessa muito por batalhas teológicas, o que lhe interessa é reconquistar as massas, perdidas no ateísmo e na heresia, para o catolicismo: e a sua vocação para o espectáculo irá com certeza mudar a face da Igreja. Mas sem nenhuma concessão no essencial. O Papa Francisco acredita no Diabo e acredita que o Diabo está por detrás das desordens de que os verdadeiros crentes sofreram a partir de Pio XII. E, além disso, o Pai da Mentira é um inimigo familiar.»

 

Vasco Pulido Valente

De rainha a louca

João Gonçalves 23 Jul 13

 

A Netrebko canta Lady Macbeth, de Verdi. É uma personagem que encarna com frequência em figuras públicas, muito especialmente na política. Nesta ária ela "anuncia" o seu "programa de acção" que envolve, entre outras coisas, punhaladas e manipulações várias para atingir os seus objectivos. De rainha a louca foi um passo. Acabou famosamente mal.

"Passa-me então aquele canivete"

João Gonçalves 23 Jul 13



Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento

Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos
Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?
Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal


Mário Cesariny

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