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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Bathos

João Gonçalves 10 Jul 13

1. O Presidente não apreciou a garotice embotada num falso sentido de Estado. Nem tão pouco a dissimulação ou a "teoria das favas contadas".

2. Se bem entendo, o PR propõe um governo parecido com o sexto governo provisório chefiado por Pinheiro de Azevedo até eleições, o mais tardar, em Junho de 2014.

3. Também se bem percebi, o PR não aceita nem eleições já nem o acordo surreal do hotel Tivoli de sábado passado entre umas pessoas do CDS e umas pessoas do PSD.

4. Pelo menos para já, o PR colocou um freio nos dentes dos "interesses" que se preparavam para ir tomar posse em seu nome. Dos interesses, claro. Essa gente dos interesses quer lá saber da vida das pessoas.

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Dar tempo ao tempo

João Gonçalves 10 Jul 13

 

Com os dados do segundo trimestre não tão deprimentes como têm sido há trimestres e trimestres seguidos, é natural que alguns pretendam colocar-se num qualquer novo velho ponto de partida. Mesmo que não só não tenham contribuído para esses resultados, como tenham feito de tudo, politicamente falando, para que eles não fossem a crédito de quem de direito. Mas, como ensinava Mitterrand, um príncipe ao pé destes labregos, basta dar tempo ao tempo.

Incapazes

João Gonçalves 10 Jul 13



«Como os Alemães, nós esperamos sempre pela voz de comando. Como eles, sofremos da doença da Autoridade — acatar criaturas que ninguém sabe porque são acatadas, citar nomes que nenhuma valorização objectiva autentica como citáveis, seguir chefes que nenhum gesto de competência nomeou para as responsabilidades da acção. Como os Alemães, nós compensamos a nossa rígida disciplina fundamental por uma indisciplina superficial, de crianças que brincam à vida. Refilamos só de palavras. Dizemos mal só às escondidas. E somos invejosos, grosseiros e bárbaros, de nosso verdadeiro feitio, porque tais são as qualidades de toda a criatura que a disciplina moeu, em quem a individualidade se atrofiou. Diferimos dos Alemães, é certo, em certos pontos evidentes das realizações da vida. Mas a diferença é apenas aparente. Eles elevaram a disciplina social, temperamento neles como em nós, a um sistema de estado e de governo; ao passo que nós, mais rigidamente disciplinados e coerentes, nunca infligimos a nossa rude disciplina social, especializando-a para um estado ou uma administração. Deixamo-la coerentemente entregue ao próprio vulto íntegro da sociedade. Daí a nossa decadência! Somos incapazes de revolta e de agitação. Quando fizemos uma “revolução” foi para implantar uma coisa igual ao que já estava. Manchámos essa revolução com a brandura com que tratámos os vencidos. E não nos resultou uma guerra civil, que nos despertasse; não nos resultou uma anarquia, uma perturbação das consciências. Ficámos miserandamente os mesmos disciplinados que éramos. Foi um gesto infantil, de superfície e fingimento. Portugal precisa dum indisciplinador. Todos os indisciplinadores que temos tido, ou que temos querido ter, nos têm falhado. Como não acontecer assim, se é da nossa raça que eles saem?»

 

Fernando Pessoa

Dez dias

João Gonçalves 10 Jul 13

Feitas as contas, entramos no décimo dia da "crise". E como se não fosse nada connosco. Sobretudo como se não fosse nada com os seus principais instigadores a quem o portugalório mediático (e não só) se prepara para erguer estátuas do comendador. Que miséria moral.

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