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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Isto promete

João Gonçalves 6 Jul 13

Venho do Guincho já de noite, Falo ao telefone com quem devo falar. Vejo vagamente a sicn. Passeio o cão. E agora escrevo. Observo uma data de gente a lambuzar o empresário Pires de Lima. Também observo o presidente do partido maioritário da coligação governamental com uma pessoa silenciosa ao seu lado a quem ele endossa praticamente o Governo inteiro. Do que conheço do PSD, imagino que reine uma grande alegria depois deste exercício. E do que conheço de Cavaco Silva, também suponho que esteja radiante. Por exemplo, o dr. Júdice - fala neste momento na sicn - dá de barato tudo o que mencionei atrás como se o Presidente da República fosse invisível. E como se, uma vez mais, os "interesses" tivessem triunfado (e se ele sabe do que fala!). Em suma, isto promete.

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Jogo de sombras

João Gonçalves 6 Jul 13

Salvo o devido respeito, julgo imprudente a "comunicação ao país" da liderança da coligação governativa. Desde logo, um dos membros dessa liderança não explicou a sua situação de demissionário do cargo de Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Devia começar por aí a menos que tudo não tivesse passado de um mal entendido ou de uma brincadeira de mau gosto. Não creio que se possa aparecer diante dos portugueses como se estes quatro últimos dias tivessem sido "apagados" do calendário e não tivessem tido quaisquer consequências. Depois, convinha passar a um momento filológico e dar a conhecer o seu conceito de "irrevogável". Coisa breve mas que fosse efectiva e eticamente esclarecedora. E, finalmente, o aspecto mais importante deste jogo de sombras. Até prova em contrário que apenas o próprio pode exibir, o Presidente da República não deu qualquer aval político público ao que se vai passar ao fim da tarde num hotel de Lisboa. A menos que o faça até lá, o que parece altamente improvável uma vez que tem compromissos institucionais agendados, esses sim publicamente, relacionados com aquilo que está, repito, por explicar. Assim sendo, a coisa ressuma a colocar terceiros - e um terceiro não trivial, o Chefe de Estado - perante um fait accompli.

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A falta da palavra

João Gonçalves 6 Jul 13

 

 



Ha dois géneros de falta da palavra. Um, declinado por Schönberg em Möses und Aron, quando se canta "O Wort, du Wort, das mir fehlt …". Outro, que é usado com desenvoltura sobretudo em política, tem a ver com a falta de decência. Prefiro o Schönberg. Nunca é vulgar nem previsível.

Depois das 18 horas

João Gonçalves 6 Jul 13

 

Vou fazer a única coisa sensata que há a fazer - mergulhar no Guincho. E, como a ave de Minerva, aguardar pelo crepúsculo e levantar voo.

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