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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Sempre em festa

João Gonçalves 3 Jul 13

A "imagem" que estamos a dar - em qualquer lugar do mundo onde existam formas de vida inteligente - é a de um país que não se sabe dar ao respeito. Os reflexos do inesperado recreio (que, pelos vistos, vai continuar sob alto patrocínio partidário e institucional), em menos de dois dias, já soma milhões. Mesmo assim, há tomadas de chá anunciadas, um congresso de partido marcado, magnas reuniões de sábios de economia (sempre estas luminosas figurinhas) previstas, manifestações, pasto vário para paleio inócuo nas televisões e, porventura, mais duas ou três coisinhas que rapidamente nos tornarão de novo famosos pelas piores razões. Não nos sabemos dar ao respeito mas, em compensação, estamos sempre em festa.

Viver com o que temos

João Gonçalves 3 Jul 13

 

O pior que pode acontecer a uma Nação é não ter elites à altura das circunstâncias. Quem conhece qualquer coisa de história e, dentro desta, a diplomática, sabe que houve de facto momentos e pessoas. Só que este regime, que já leva quase quarenta anos de vida atribulada, não as conseguiu forjar. Há seguramente mais de uma década  - mais adequadamente desde a longa noite de Dezembro de 2001 em que Guterres declinou o termo "pântano" - que não existe uma agenda patriótica (coisa distinta de patrioteira).Temos, pois, de viver com o que temos.

We are the world, we are the children?

João Gonçalves 3 Jul 13

Não teria recomendado ao Primeiro-Ministro alguns trechos da sua alocução. E teria recomendado, à cabeça, a apresentação de uma moção de confiança no Parlamento. O minimalismo presidencial, aliás, suscitou a questão da outra moção - a de censura - mas o correcto, nas presentes circunstâncias, é submeter politicamente o Governo ao juízo da Assembleia da República. Porquê? Porque, desde logo e em apenas 48 horas, o Governo perdeu dois ministros de Estado, um deles o presidente de um dos partidos da coligação. Depois, porque os restantes membros do Governo desse partido estão com pedidos de demissão anunciados. Finalmente porque o Governo de Portugal não pode estar cativo de estados de alma infantis que o país não entende numa altura de alto risco para a sua sobrevivência material e ética. Como, apesar de tudo, "isto" ainda é uma democracia (nada adulta, é certo, mas uma democracia), a resposta do Parlamento a essa moção de confiança pode ser avaliada a todo o tempo pelo "povo" em sede própria. E o comportamento das "elites" políticas também. 

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