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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Os problemas da política

João Gonçalves 1 Jul 13

Como referi, ando a ler o livro de entrevistas de Jorge de Sena. Muitas parecem ter sido feitas ontem. Ou hoje à tarde. «Há que ter consciência de que os problemas da política não são especializados, não são uma especialização. A política é a vida de todos os dias. Não há uma especialização, a não ser que a gente ache que viver é uma especialização - é uma especialização em relação à morte. Os mortos é que não são especializados.» (1969)

 

Adenda de Julho de 2013: Já não há desculpas para que a chamada "reforma do Estado" não avance imediatamente uma vez que o principal agente político-executivo da mesma é, agora, o "número dois" do Governo. Que se vivam, pois, tempos interessantes.

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Bem uns para os outros

João Gonçalves 1 Jul 13

 

Aparentemente a Croácia "entrou" na União Europeia. Numa altura em que a "Europa" é um jogo de mesquinhos interesses político-pessoais e em que a "ideia" dela conta pouco ou nada, o que estava mesmo a fazer mais falta neste improviso organizado era outro país a juntar aos vinte e sete de serviço (27). Parece que a senhora Merkel, a preboste desta "Europa", não compareceu ao evento que ficou praticamente por conta de dois "eurocratas" cuja credibilidade é estupenda em qualquer parte do mundo, a saber, o dr. Barroso e o sr. Rompoy. Estão bem uns para os outros.

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O silêncio

João Gonçalves 1 Jul 13

 

Neste fim de semana, quse sem se dar por isso, "trocámos" de cardeal-patriarca. Saiu Policarpo e entrou Manuel Clemente já devidamente abençoado para o efeito por Francisco, em Roma. Não pertenço ao vastíssimo rol dos admiradores incondicionais de D. Manuel Clemente embora aprecie o seu múnus intelectual. Como católico, tendo a dispensar "intermediários" na minha relação com a fé. Poucas vezes me revi no anterior patriarca sobretudo quando ele falava. A resignação de Bento XVI e o "estilo" de Francisco não são claramente momentos jubilatórios. A sucessão de Policarpo ocorre neste lastro dito de "mudança" na Igreja católica. Mas todos os mais directamente envolvidos sabem que a Igreja não subsiste há mais de dois milénios por seguir "modas". Ou por ser mais ou menos "mediática", beijoqueira ou de "proximidade". A Igreja são todos e cada um dos que se revêem no escândalo da Cruz no silêncio do seu coração. Do novo cardeal patriarca - e do Papa - espera-se apenas que seja o porta-voz desse silêncio que vem, desde sempre, da noite do mundo.

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