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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"A tirania mediática"

João Gonçalves 6 Jun 13

 

Passei por uma conferência da ERC na Faculdade de Direito. Continua cada vez mais na ordem do dia saber-se "o que é que comunica a comunicação social" sobretudo com a multiplicação de plataformas de acesso à informação. E, mesmo com todas as perplexidades e "dificuldades" apresentadas pelos vários protagonistas na conferência, o tempo, cá e lá fora, é o da "tirania mediática". O título foi-me recomendado ontem ao almoço por um amigo bem informado e, ainda melhor, bem formado. O Carlos Magno (e não só) que aproveite a sugestão.

A língua de pau

João Gonçalves 6 Jun 13

O PS concluiu um conjunto de encontros com os outros partidos. Terminou com o PSD, sem Seguro e sem Passos Coelho. Cá fora, ambos os partidos evidenciaram as "divergências". Insanáveis, segundo o PS. Com o devido respeito, esta conversa, para além de redundante, é de chacha. Se fosse tudo ao contrário, então não haveria democracia mas antes um enorme pastelão. Há quem aprecie pastelões e salamaleques. E há quem esteja sempre pronto para apimentar qualquer pastelão e para salamaleques desde que ganhe alguma coisinha com isso. O termo técnico para esta ginástica partidária é "charneira" e o resultado, também em língua de pau, chama-se "consenso". Quem porém dita o "consenso", numa democracia liberal, é o "povo" quando vota. Não é a língua de pau. Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo.

Ver o fundo aos fundos

João Gonçalves 6 Jun 13



«Sem reflexão estratégica, com os torrenciais fundos de milhões de euros por dia, ganhou evidentemente o voluntarismo táctico, que rapidamente se entregou à orgia do betão, e que teve no cavaquismo a sua década ilusoriamente triunfante. Esqueceu-se então, de vez, o interior, os recursos naturais, o mar, a ferrovia. E esqueceu-se, mais uma vez, a massa cinzenta, a escola, a formação, a investigação, a cultura, a criatividade, a exportação, o mundo. Ganharam os lobbies, a preguiça, a corrupção e o chico-espertismo. Mas construíram-se freneticamente casas, piscinas, rotundas, pavilhões de todo o género, e imensas autoestradas. Aqui, até batemos recordes europeus e mundiais em construção de quilómetro por habitante ou por percentagem no PIB. Autoestradas que, para lá da realização mais emblemática do regime, se tornaram na verdadeira metáfora do acesso à nossa tão proclamada como vazia modernidade. E a ilusão europeia manteve-se até ao final da década passada. Só então, com os abalos da crise do euro, e com o impacto das suas consequências, é que se começou a perceber as oportunidades que entretanto se tinham perdido, e os meios que se tinham desperdiçado. E não adianta agora fingir que não se sabia. Seja por hipocrisia ou ignorância, isso só serve talvez para se tentar recuperar uma inocência que permita que tudo, no futuro, continue rigorosamente na mesma. É isso que é de temer, quando se olha para os tão reclamados novos fundos europeus (quase 28 mil milhões de euros) para o período 2014/2020, e não se conhece ainda um único projecto de envergadura.»

 

Manuel Maria Carrilho, DN

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