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portugal dos pequeninos

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O culto íntimo dos livros

João Gonçalves 28 Mai 13



Medeiros Ferreira evoca a memória do escritor açoriano Daniel de Sá. E a apresentação de um livro seu na Caloura, em São Miguel, onde um acaso feliz nos juntou. «Apresentei outro livro dele «O Pastor das Casas Mortas», uma epopeia campestre, num fim de tarde cheio de graça e sol no centro cultural da Caloura. A sala estava cheia. Havia algo de mágico em toda aquela beleza da costa sul da ilha de S.Miguel. Era já raro que Daniel de Sá saísse da «sua» Maia. Não foi só o Daniel que se finou agora, mas sim um certo tipo de culto íntimo dos livros.»

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Em modo de apocalipse estável

João Gonçalves 28 Mai 13



Não há homens para um novo "28 de Maio", não vale a pena assustarem-se em vão. Não há tropa e, sobretudo, não há elites. Os media, que substituiram as elites, dão geralmente ao povo aquilo que o povo quer que lhe dêem. Circo e pão, embora este último não abunde por motivos de todos conhecidos. Há 87 anos o povo seguiu os militares a partir de Braga porque havia um "divórcio" entre a ditadura da República - citadina, pequeno-burguesa e praticamente limitada a Lisboa - e o resto do país. Há 87 anos começou a Ditadura, um interlúdio entre a I República, jacobina e terrorista, e o Estado Novo do Doutor Salazar e da Constituição de 1933. Não está muito estudada porque ficou entalada entre um fracasso e uma promessa que parece ser, aliás, o "mote" destes quase quarenta anos de "novo" regime. Fora as liberdades e algum conforto material agora ameaçado pelas circunstâncias que nem a Europa, minada por uma estupidez política endémica de que não se livra, consegue puxar para cima, Portugal flutua à sombra de si próprio quando começa a não haver desculpas para "este" regime. Karl Kraus, no princípio do século passado, após Sarajevo, escrevia que "o estado em que vivemos é o verdadeiro apocalipse - o apocalipse estável." Não temos guerras nem revoluções, de Maio ou outras, mas é como estamos, em modo de apocalipse estável.

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