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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A RTP, lembram-se?

João Gonçalves 28 Abr 13

Ao contrário da generalidade dos próceres regimentais, sou adepto da privatização da RTP. Já era antes de colaborar com o actual Governo e continuo a ser. Não fui eu, famosamente, quem "mudou" e um dia se verá que não vale de todo a pena apontar a artilharia pesada sobre Miguel Relvas. Se dúvidas tinha sobre a privatização - e nunca me comovi com serviços públicos de CS "constitucionalizados" quando, em virtude da absoluta "libertação" nos acessos e nas plataformas, o serviço público se encontra um pouco por todo o lado e não apenas concentrado administrativamente num único operador - os "desenvolvimentos" dos últimos tempos confirmaram a minha posição. Por consequência, continuo preocupado com a RTP porque me afeiçoei à casa e a algumas das pessoas que lá trabalham ou trabalharam e foram entretanto despedidas. Dir-se-á que um tipo que defende a privatização da RTP (independentemente do modelo em causa) não pode nutrir sentimentos destes, algo porventura reservado a "boazinhas" como a Catarina Furtado. Sucede que a RTP não pode ficar cativa da falsa "defesa" dela por falsos "amigos", endémicos ou recentes, parasitas de uma "ideia" inteiramente privada, deles (no sentido de a RTP tê-los como "donos" e apenas aqueles "donos" daqui até à eternidade), do que é a RTP. A actual administração culmina esse lastro de erros, dolosos ou meramente culposos, independentemente dos méritos de cada um (no caso do presidente, tenho motivos pessoais para não lhe reconhecer nenhuns). Mais uma vez, e sem desfalecimentos, o Eduardo Cintra Torres toca na ferida. «A RTP 2 está em 2% de share. Também a RTP 1 vai desaparecendo. Por ter programas com interesse público? Não. Por navegar à vista. Por estar paralisada, sem rumo, desmoralizada. Por fazer o contrário do prometido. O presidente anda em festas e entrevistas, em promoção pessoal. Do ilegal "director-geral", responsável pela total ausência de estratégia, não sai uma ideia (...) Nas rádios, o director de programas, Rui Pêgo, não faz reuniões com equipas há sete anos. A programação de TV não existe (...). Querem uma RTP comercial, mas a publicidade diminui. Com menos anúncios, o fim das "indemnizações compensatórias", a reposição de subsídios salariais por decisão do TC e a proibição europeia de subsídios por portas travessas, poderá não haver dinheiro em breve. O caminho para a nova tutela governamental não é fácil. Ou mexe agora no ninho de lacraus e é um ai-jesus das carpideiras do costume, que querem ainda roer o que resta do osso em proveito próprio, ou pode deixar andar a RTP como ela quis, até que rebente.»

Interminável

João Gonçalves 28 Abr 13

A semana que terminou pareceu interminável. Conselhos de ministros intermináveis, discursos do "25" com repercussões intermináveis, congressos partidários autocomplacentes intermináveis, etc., etc. A que vem não se anuncia melhorzinha. Até li algures que pensões de três (3) dígitos poderiam vir a contribuir para o chamado "corte estrutural da despesa", uma coisa que convinha ficar clara, na sua "identidade", de uma vez por todas para evitar equívocos (sim, só pode ser um equívoco estratosférico a questão das pensões). Dito isto, apanho uma frase esclarecedora no meio deste inusitado turbilhão afinal quase vazio. É de Vital Moreira, insuspeito para os meus efeitos: «o PR não faz parte da equação governativa em Portugal.»

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