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portugal dos pequeninos

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Da Europa, da Alemanha, de nós

João Gonçalves 25 Abr 13



«Queremos uma Europa de Estados com soberania partilhada ou uma Europa de vassalos de uma potência hegemónica? - é esta a questão. E ela é cada vez mais incontornável e decisiva, é dela que depende o futuro da Europa. E este debate devia fazer-se imediatamente na Cimeira do Euro, entidade que reúne os líderes dos países da Zona Euro, e que foi criada no Último Conselho Europeu. Se o actual consenso de Berlim só serve, na verdade, à Alemanha e aos seus interesses nacionais, então a saída do euro que se deve equacionar é, como diz G. Soros, a da Alemanha: "A Alemanha deve decidir se quer refazer a Zona Euro na forma que estava destinada a ser, o que supõe que aceita as responsabilidades e os encargos necessários para avançar nessa direcção. Ou se, caso contrário, deve considerar sair do euro e deixar que o resto dos países criem as obrigações conjuntas e combatam a crise." Trata-se de uma perspectiva importante, a reter e a trabalhar. Ela muda o paradigma dominante das relações de força na UE, permitindo alterações estratégicas decisivas para lidar com a crise do euro. E, como sublinha G. Soros, o "efeito sobre os países devedores seria quase miraculoso. De repente, converter-se-iam em economias competitivas e a sua dívida diminuiria enormemente, em termos reais, com a depreciação do euro. O peso do ajuste recairia sobre a Alemanha, que teria de lidar com o peso de uma divisa mais forte do que o euro, retirando-lhe competitividade nos mercados internacionais." Como também já em 2012 Joseph Stiglitz tinha afirmado em declarações à BBC, nada - nem a ameaça de uma eventual saída da Alemanha do euro - pode ou deve impedir a criação de eurobonds, se a maioria dos países da Zona Euro considerar que tal é vital para o seu futuro. E quanto mais tarde se confrontar a Alemanha neste ponto, pior!»

 

M.M.Carrilho, DN

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Boa tarde e boa sorte

João Gonçalves 25 Abr 13

 

Não pude, depois de ver as comemorações oficiais do 25 de Abril no Parlamento, deixar de ter saudades da presença de Ramalho Eanes na chamada casa da democracia enquanto Chefe de Estado. No mesmo dia, em 1978, o Presidente da República disse aos deputados, e ao país, que «é preciso que de aparentes soluções não nasçam outros e mais graves problemas, é preciso que o caminho para a recuperação material e para a ordem cívica não corra o risco de acabar na miséria e no caos.» Boa tarde e boa sorte.

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