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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Para maior satisfação do freguês

João Gonçalves 23 Abr 13

 

Por causa do "dia do livro", soube pela rádio que a aplicação da nova lei do arrendamento obrigará a que encerrem dois alfarrabistas do Largo da Misericórdia, em Lisboa. Lá perto, outro já tinha fechado. Por outro lado, o presidente da CML, António Costa, aparentemente coloca-se, como deve, ao lado dos comerciantes neste assunto. Não bastava os livros andarem sujeitos a tratos de polé - o "acordo ortográfico" ilegal, as "fábricas" de edições sem nexo, o abandono das livrarias à ignorância e ao "mercado", etc. etc. Não. Também o "legislador" tinha de dar o seu indigente "contributo" com esta lei altamente criticável e não apenas por isto. É como escrevia Jorge de Sena nas Dedicácias: «Que estes senhores possam finalmente realizar sem literatura a sua vocação: e gemam só profissionalmente para maior satisfação do freguês.»

Da vida material

João Gonçalves 23 Abr 13

Tenho defendido aqui (e não só) que uma segunda fase da legislatura tem de dar prioridade à política e à economia. Economia quer dizer empresas e trabalhadores, criação de riqueza e de emprego. É essa segunda fase, ou parte substancial dela, que Álvaro Santos Pereira apresenta ao país e, designadamente, à oposição. Estas coisas, pela natureza delas, não se apresentam "fechadas". É por isso que os ataques e as tentativas pífias de boicote ao ministro da economia - alguém duvida que se trata de um homem decente, sem "negócios" ou calotes, e alheio ao intriguismo funcional? -de tão óbvias, chegam a ser estúpidas. A independência, num país de dependentes crónicos e de politiqueiros superficiais e profundos como os imbecis de Kraus, custa a engolir. Não é por acaso que tantos emplastros o chateiam com simplificações rasteiras. A tarefa não é fácil? Não é, evidentemente. A "política" dita pura, em fase de amadorismos e de barulhos, não ajuda. Mas julgo que o país que não acede à vida mediática sabe mais da "vida material" que o batalhão de "especialistas" que nos maça diariamente com a sua prosápia "sabedora" e pernóstica. Santos Pereira trabalha para os primeiros e não para os eternos "donos" da coisa pública, novos ou velhos. Dorme, de certeza, com a consciência tranquila.

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