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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O óbvio e o obtuso

João Gonçalves 10 Abr 13

«O que está em causa em Portugal e na zona euro não é só financeiro ou económico, é político ao último grau, porque tem a ver com viabilidade desta zona, da integração europeia e dos nossos sistemas democráticos, tal como os conhecemos hoje. (...) Medidas de apoio ao crescimento deveriam estar no topo: crédito para as PME, incentivos fiscais para as exportações, fundos estruturais e BEI mais eficazes no apoio a projectos de futuro. A consolidação orçamental tem de prosseguir com real esforço para a racionalização da despesa, mas com uma regra de ouro que é a de não destruir potencial produtivo ou minar os mecanismos de coesão social. É sempre bom lembrar, de acordo com a boa tradição europeia, que o Estado social não é só um custo, é um investimento nas pessoas que alavanca a produtividade e sustenta a procura interna. A sua sustentabilidade exige reformas regulares, mas o seu melhor garante é um nível elevado de emprego. As condições de financiamento externo deveriam ser revistas em conformidade, de taxas de juro, prazos a instrumentos a utilizar. Mas esta estratégia de real ultrapassagem da crise só será consumada se o enquadramento europeu evoluir no sentido de uma união económica e monetária mais completa, ou seja: dotada de uma união bancária que normalize o acesso ao crédito; duma união económica que coordene as políticas e as reformas económicas e que proteja os países contra choques externos; e duma união orçamental assente numa disciplina comum, mas também num orçamento que complemente os orçamentos nacionais e que reduza o custo do endividamento público. É hoje sabido que não há zonas monetárias no mundo que tenham sobrevivido sem estarem dotadas destes instrumentos. Esta reforma já está em cima da mesa do Conselho Europeu. A sua discussão e implementação não podem ser mais retardadas. Alguns governos, nomeadamente o alemão, alegam que ela não é urgente. Retardar para eles significa continuar a beneficiar de vantagens competitivas que não são leais: a par de um euro forte, taxas de juro excepcionalmente vantajosas para Estado e empresas. Mas nós dizemos: sem essa reforma, a UE não poderá travar as divergências cumulativas de taxas de juro, investimento, crescimento e emprego, que estão a conduzir a divergências políticas crescentes. Nós acreditamos que um novo pacto, baseado em deveres e direitos claros, pode refazer a unidade dos europeus: disciplina orçamental, sistema financeiro responsável, crescimento, convergência económica e social e mais soberania democrática ao nível europeu deviam ser os seus princípios básicos.»

 

Maria João Rodrigues, Público

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Serenidade

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As benevolentes

João Gonçalves 10 Abr 13

O José Paulo Fafe põe o dedo na ferida. O linchamento mediático (não me refiro à legítima crítica política que eu próprio lhe dirigi aqui, antes, e na sede adequada, depois) de Miguel Relvas, perpetrada no essencial por pessoas que, pelo menos nestes últimos 22 meses, não o largavam da mão, é apenas repugnante. E diz mais sobre essas pessoas do que alguma vez se dirá sobre Relvas.

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