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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Merecem perder

João Gonçalves 29 Mar 13

À conta das eleições autárquicas deste ano, têm sido servidos ao país diversos e prometedores "aperitivos". Desde logo a preciosa ambiguidade jurídica em torno da interpretação da chamada lei de limitação "de" mandatos autárquicos. Como o parlamento, do alto da sua excepcional presciência, decidiu que a lei não carecia de ser interpretada a não ser pelos tribunais, estes andam a fazer-lhe a vontade em prestações suaves. Depois, há pessoas que aparentemente fizeram profissão da contingência do voto que receberam para exercer mandatos nas autarquias. E que pretendem manter uma espécie de direito de pernada sobre uma junta ou uma câmara que nunca viram na vida à conta desse extraordinário chamamento. Finalmente sobram aqueles que, com a maior ligeireza, trocam responsabilidades de Estado pela precaridade de uma candidaturazinha paroquial a fim de satisfazer a gula torpe da intriga partidária. Nuns casos como nos outros, merecem perder.

«A verdadeira realeza»

João Gonçalves 29 Mar 13

 

 


«No cimo da cruz de Jesus – nas duas línguas do mundo de então, o grego e o latim, e na língua do povo eleito, o hebraico – está escrito quem é: o Rei dos Judeus, o Filho prometido a David. Pilatos, o juiz injusto, tornou-se profeta sem querer. Perante a opinião pública mundial é proclamada a realeza de Jesus. O próprio Jesus não tinha aceite o título de Messias, enquanto poderia induzir a uma ideia errada, humana, de poder e de salvação. Mas, agora, o título pode estar escrito ali publicamente sobre o Crucificado. Ele, assim, é verdadeiramente o rei do mundo. Agora foi verdadeiramente «elevado». Na sua descida, Ele subiu. Agora cumpriu radicalmente o mandamento do amor, cumpriu a oferta de Si próprio, e precisamente deste modo Ele é agora a manifestação do verdadeiro Deus, daquele Deus que é amor. Agora sabemos quem é Deus. Agora sabemos como é a verdadeira realeza. Jesus reza o Salmo 22, que começa por estas palavras: «Meu Deus, meu Deus, por que Me abandonaste?» (Sal. 22/21, 2). Assume em Si mesmo todo o Israel, a humanidade inteira, que sofre o drama da escuridão de Deus, e faz com que Deus Se manifeste precisamente onde parece estar definitivamente derrotado e ausente. A cruz de Cristo é um acontecimento cósmico. O mundo fica na escuridão, quando o Filho de Deus sofre a morte. A terra treme. E junto da cruz tem início a Igreja dos pagãos. O centurião romano reconhece, compreende que Jesus é o Filho de Deus. Da cruz, Ele triunfa sem cessar.»


Joseph Ratzinger

Do CEO caiu uma estrela

João Gonçalves 29 Mar 13

O dr. Pires de Lima, CEO da Super Bock, é entrevistado pelo Expresso. Às tantas deparo com a "chave" da entrevista tal como nos sonetos se espera pelos três versos finais para o interpretar: "pensamos em nós próprios e isso é muito salutar". O CEO não estava, evidentemente, a pensar nas cervejas (por sinal as que prefiro), na economia ou na mudança da hora mas no seu partido. Só que um partido que faz parte de uma coligação e cujo lema - "salutar" - é o "pensamos em nós próprios", parece mais uma organização autocomplacente do que um partido convicto na coligação constituída com um propósito nacional e cívico que transcendia os partidos que a integram. Para citar o ministro Paulo Macedo, pessoalmente isto, ou o referido CEO, não me preocupa nada. Todavia, o que parece em geral é

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