Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Ler os outros

João Gonçalves 3 Mar 13



Soares por Joaquim Vieira. Ainda no princípio.

Tags

Os "espontâneos"

João Gonçalves 3 Mar 13

Só hoje vejo nas televisões imagens da manifestação "espontânea". E lá vejo desfilar pelas câmaras os "anónimos" do costume - o Arménio, os bicéfalos do Bloco, rapaziada do PS que no tempo de Sócrates dizia do "povo" o que Maomé não dizia do toucinho, dois ou três palhaços não profissionalizados, etc., etc. Quando é a próxima?

Tags

Da série "que se lixe"

João Gonçalves 3 Mar 13

«De acordo com a alta sabedoria académica e jornalística, o movimento (?) Que se Lixe a Troika! tem um hino: a Grândola. Mas não tem uma organização, não tem dirigentes, não tem uma sede, não tem um programa, não tem uma estratégia. E só tem um objectivo: o de lixar a troika, bem lixada, com artimanhas que por enquanto não revelou. Os portugueses não estão manifestamente satisfeitos: os jovens e, falando por mim, os velhos. Daqui não se segue que devam agitar um coelho morto em frente do nariz de Passos Coelho ou inventar mais patetices do género. O governo, ou parte do governo, observou as manifestações bem instalado e bem protegido e comentou com o seu proverbial senso político: “Que se lixe.” E 2.ª-feira o país continuará na mesma, impotente, estupefacto e furioso.»

 

Vasco Pulido Valente, Público

Tags

 

O leitor Marques, uma presença assídua no eixo oparático Gulbenkian-Met, traduz com eloquência as magníficas seis horas passadas no sossego desassossegado do último Wagner, longe da doxa e da trivialidade. «Não sei se haverá este ano muito mais momentos desta qualidade e elevação na vida cultural de que dispomos por estes lados, senão simplesmente na vida de que dispomos. Kaufmann genial, restantes entre o muito bom e o excelente, encenação "moderna", mas não intrusiva, como alguns desastres que temos visto nessa área. Quanto ao Parsifal, permito-me ir buscar a tempos idos uma referência a um pequeno livro da colecção "Solfèges", sobre Mozart, de Jean- Victor Hocquard, mozartiano fanático (há fanatismos aceitáveis e compartilháveis), livrinho esse que serviu de vademecum para uma exposição e manifestações várias em comemoração do nascimento do Wolfgang que alguns colegas e este comentador organizaram na Faculdade de Letras em 1956(!). Ora nesse magnífico livrinho fala-se, das obras mozartianas, de "decantação espiritual". Se a expressão é certeira para o Quinteto com clarinete ou para o Rondó K. 511, por exemplo, tambem o é para o Parsifal, noutra perspectiva. No Mozart, são casos de absoluta transcendência musical. No Wagner, aplicá-la-ia à obra que sintetiza a sua visão da Redenção, conclusão triunfal de caminhos em que pecadores ou ignorantes se transformam em seres de abnegação (Kundry) e heróica espiritualidade (o próprio Parsifal). Essa espiritualidade, aliás de inspiração claramente cristã, é a "decantação" final do Wagner numa obra que, alem da evidente relevância musical, é uma importante síntese de valores da Civilização a que pertencemos e da qual não temos (como às vezes parece) que nos envergonhar.»

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

  • António Maria

    Completamente de acordo.Ontem tive vergonha de ser...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, «plus ça change, plus c'est la mêm...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor