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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Uma conversa com Jorge Miranda

João Gonçalves 27 Fev 13

Esta tarde, por razões circunstanciais, estive na Faculdade de Direito de Lisboa. Encontrei o meu professor de introdução ao direito público, de direito constitucional e de direito público da economia, na Católica, o prof. Jorge Miranda. E foi o melhor pedaço da tarde. Miranda falou-me do seu livrinho Um Projecto de Constituição - elaborado para o PPD de 1975 do qual era então militante e deputado - a propósito da chamada lei de limitação de mandatos autárquicos. Logo aí propunha a limitação, no sentido de não fazer da coisa uma carreira e não um mero tropismo "territorial", sem a disputa filológica entre o "de" e o "da". Depois percebi pela televisão que o parlamento, por unanimidade, decidiu não mexer na lei em vigor e deixar para os tribunais a possibilidade, ou não, de determinadas candidaturas. A jurista Assunção Esteves sobrelevou a presidente da Assembleia e o regime foi dormir esta noite mais descansadinho. A terminar o breve encontro, Jorge Miranda mencionou a sua pensão de professor catedrático depois de cerca de quarenta anos de descontos (é verdade, as pensões de reforma, neste caso de um funcionário público altamente qualificado, não aterram nas contas dos beneficiários vindas de Marte). Não vou exprimir-me em números por razões óbvias e porque não pretendo perturbar alguma "reforma do Estado" que possa estar em curso. Todavia, e embora não pareça, a conversa da limitação dos mandatos autárquicos e a conversa da pensão estavam ligadas. Tal como a "reforma do Estado" que, embora também não pareça, é afinal uma conversa por vir. Longa vida e saúde ao meu querido mestre Jorge Miranda.

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«Não abandono a Cruz»

João Gonçalves 27 Fev 13

 

«Não abandono a Cruz», disse Bento XVI esta manhã no Vaticano. Nem podia. A Igreja não pode entregar-se nas mãos da "ideologia banal" que traz a necedade muito contentinha um pouco por todo o lado no exercício dos pequenos e dos grandes "poderes". Em 1996, o Cardeal Ratzinger frisava que "é necessária a oposição à ideologia banal que domina o mundo e que a Igreja pode ser moderna, precisamente quando é antimoderna, ao opor-se ao que todos dizem. À Igreja cabe um papel de contradição profética e tem de ter a coragem para isso. É precisamente a coragem da verdade que, na realidade, é a sua grande força." Mais adiante, ainda em O Sal da Terra, e citando Goethe, referiu que "a História é, no seu todo, uma luta entre a fé e a incredulidade." Não, uma pessoa assim não abandona a Cruz e segue Paulo: «quanto a ti, sê sóbrio em tudo, suporta o sofrimento, faz o trabalho de um anunciador do Evangelho, realiza plenamente o teu ministério.»

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