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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Criticar e grunhir

João Gonçalves 19 Fev 13

É preciso de uma vez para sempre, e sem sofismas, afirmar que nenhum cidadão sofre de nenhum tipo de capitis diminutio pela circunstância de pertencer a um governo, muito menos a um governo escolhido livremente, em eleições. Criticar, etimologicamente, quer dizer separar. Não quer dizer grunhir.

Medeiros sobre Soares

João Gonçalves 19 Fev 13

 

O devorismo dos tempos e a falta de memória (isto é uma metáfora deliberada porque é mais falta de inteligência) concorrem para que fiquem para trás os (bons) momentos  fundadores deste regime. Poucos se lembram, ou sabem, que foi sob um governo presidido por Mário Soares - e no qual Medeiros Ferreira desempenhava o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros - que foi consumado o pedido de adesão à agora União Europeia. Logo a seguir ao "25 de Abril", Soares foi ele mesmo MNE nos primeiros governos provisórios onde, entre outras coisas, tratou da polémica "descolonização". Provavelmente Medeiros Ferreira não deixará de mencionar esta questão na sua conferência intitulada "À procura do tempo perdido". Infelizmente, já com quase quarenta anos em cima, mais tarde ou mais cedo também acabaremos à "procura do tempo perdido" deste regime.

A "moda"...

João Gonçalves 19 Fev 13

Agora é cantar a "Grândola" contra a liberdade de expressão? Tinha ideia que não era isso que estava na cabeça do seu autor. E, muito menos, na daqueles que a usaram como "senha" no "dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo", de que falava Sophia.


Adenda: «Lá vem a Grândola, os democratíssimos punhos odiosos lembrando malfeitorias de outros tempos, a exigência da queda do governo e de novas eleições; como sabemos, tudo práticas correntes naquelas defuntas sociedades de antanho que foram o sol radioso - a aurora dourada, o sendeiro luminoso - que se afirmavam paraísos para trabalhadores, mas onde não havia nem pão, nem liberdade, e onde em cada esquina a igualdade era desmentida por um bufo, um polícia da secreta ou uma loja exclusiva para os apparatchik do partido. Esta matulagem não é, convém lembrar, o quarto estado, a fome estampada no rosto, os ventre-ao-sol minados pela tísica. Não, trata-se da tal "classe média" convocada por sms, arrebanhada pela sede local do partido, transportada e alimentada pela indústria do protesto para estas bravatas. Sintoma claro da metadona, do fim do Estado à Guterres (com Ferro Rodrigues e Milícias oferecendo o que não era nem deles nem nosso) e, sobretudo, a absoluta incapacidade para oferecer uma molécula alternativa ao descalabro de décadas. Lá está o velhote de fato e colete (há sempre um profiteur de jeunes) nostálgico de um tempo [que felizmente não voltará] em que tudo o que se lhes opusesse era liminarmente apodado de "fascista".»

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