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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"Drama queens"

João Gonçalves 2 Fev 13

 

Daqui a pouco, às 21, na Gulbenkian, zona livre de barulhos inúteis. DiDonato e as suas "drama queens".

 

 

Adenda de domingo - O leitor Marques resume bem o que se passou no serão raro de sábado, na Gulbenkian, com a DiDonato e o "Complesso Barocco": «Foi uma zona recheada de sublimes sons, cujo encantamento ainda perdura enquanto descemos de novo à maléfica cacofonia quotidiana. Abençoada Di Donato.» Na realidade, só me recordo de uma euforia assim (a que tivesse assistido, naturalmente) quando, no princípio dos anos 90, Marilyn Horne deu um concerto no São Carlos apenas acompanhada por um piano. Euforia/alegria dos intérpretes e do público num repertório original retirado, como explicou Joyce, à poeira das prateleiras. No intervalo e à saída ouvia-se aqui e ali o resmungo pernóstico de dois ou três "especialistas" de bancada, estilo "muita parra e pouca uva" ou "pouco encorpada" (suponho que a voz). Queriam o quê? As Marisas e as Dulces Pontes a bailar nos seus batéis?

as coisas são o que são

João Gonçalves 2 Fev 13



«O governo folga com o desencadear desta crise no PS, e o seu horizonte aparece mais desanuviado no imediato, mau grado a epidémica substituição de secretários de Estado, que tão bem caracteriza o executivo da coligação. Assim, o governo foi ‘aos mercados’ e voltou com um empréstimo estimado em 2500 milhões de euros e com taxas de juro a rondar os 5%, enquanto a Irlanda havia conseguido um parecido, mas com taxas de juro inferiores à da média das praticadas pelo cabaz da troika em determinadas maturidades. De qualquer maneira, a coligação averbou uma primeira vitória junto da opinião pública. Além desta operação financeira na frente externa, Passos Coelho mexeu--se na frente interna e aproveitou bem o impasse criado na questão da RTP para oferecer a Portas um passeio triunfal, que só pode criar embaraços ao líder do CDS no percurso do seu calendário político. Deste modo, a coligação no poder sedimenta-se, enquanto o maior partido da oposição se debate com uma crise interna num país à deriva e insatisfeito com o governo. Uma situação paradoxal pouco tratada nos manuais da arte política.»

 

Medeiros Ferreira, CM

 

 

«Era Churchill quem dizia que os inimigos se encontram dentro do mesmo partido. O conflito entre visões do mundo, por muito duro que seja, define apenas adversários. A hostilidade é mais íntima. É entre indivíduos que disputam o mesmo espaço vital. Que partilham uma ambição, onde dois é já uma multidão. Pedro da Silva Pereira - que durante muitos anos parecia ser uma espécie de alter ego de Sócrates incapaz de sobreviver na ausência deste - aceitou iniciar uma pequena tragédia no Largo do Rato. Fez o papel das três bruxas sinistras que profetizam o regicídio, no Macbeth, de Shakespeare. Mas nem António José Seguro é o dócil rei que se deixa apunhalar nem António Costa parece disposto a entrar no jogo urdido pelos barões socialistas que, sem nunca terem pedido desculpa por terem lançado o País nas mãos da troika e dos seus representantes permanentes em Lisboa, já se apressam a correr para uma oportunidade de mais lugares de mando. Lugares que não merecem pela manifesta incompetência e falta de mérito.»


Viriato Soromenho-Marques, DN

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