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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A herança má

João Gonçalves 22 Jan 13

«O problema do PS e de Seguro não é não terem assumido o “bom legado” de José Sócrates; o problema do PS e de Seguro é não terem ainda assumido a “herança má” do “socratismo”. Enquanto Seguro não fizer em nome do PS o mea culpa, de modo cuidado e subtil, que António Guterres acaba de fazer a propósito dos seus Governos, o PS continuará a ser um parceiro implausível da construção de consensos.»

 

Paulo Rangel, Público

Do céu, um cisne

João Gonçalves 22 Jan 13

 

Quando menos (?) se esperava, Portugal, pela voz do ministro das finanças, solicitou em Bruxelas o alargamento dos prazos para solver os empréstimos "troikos" europeus no intuito de facilitar o regresso aos mercados da dívida. Segundo alguns economistas da não esquerda, isto pode traduzir-se por "reestruturação da dívida"o que corresponde à absorção epistemológica da chamada "doutrina do cisne negro" por parte do Dr. Vítor Gaspar. Saúda-se, portanto, como o fizeram os partidos da actual maioria e o PS na base do "alívio" da complicada frente interna. Entretanto, o visionário Roubini disse umas coisas interessantes na gelada Paris. «Ao olhar para os fundamentais económicos da Zona Euro, começando por Espanha mas que se aplica a Itália, Portugal, Grécia e até à Irlanda, os problemas fundamentais não foram resolvidos. Continuam com austeridade, o valor do euro continua muito alto, existe um "credit crunch" e a confiança dos consumidores e o ambiente de negócios é muito medíocre. Os rácios de dívida são ainda altos e, além da dívida e do défice, têm dívidas grandes no sector privado. Por último, sofreram uma perda de competitividade na última década quando os salários cresceram mais do que a produtividade. Provavelmente Portugal precisará de mais apoio da troika e, devido aos seus esforços, deverá recebê-lo. Portugal provavelmente merece. Tal como na Grécia, houve um alívio da dívida, nalguma altura diria que o sector oficial vai ceder para Portugal, seja por redução da dívida, alteração de prazos de pagamento, extensão de maturidades, juros mais baixos. Pode ser inevitável. Não afasto a possibilidade de uma reestruturação progressiva e ordeira. Não vejo isso a acontecer neste ou no próximo ano, mas sem crescimento económico, estes rácios de dívida podem ser insustentáveis. Em comparação com a Grécia, estão num caminho mais certo, mas a recessão continua e o desemprego está muito elevado. Não sei se o acesso aos mercados vai ocorrer tão cedo.» A ver vamos como dizia o cego.

 

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