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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A doença e o estado

João Gonçalves 20 Jan 13

Um amigo, avisado nestas matérias e não um simples "achadista", escreve-me a propósito desta "polémica" que «o PS critica o Governo porque está a deitar abaixo o estado social mas, objectivamente, a primeira proposta concreta para deitar o estado social abaixo é do PS ao propor a extinção da ADSE.» Sei que a "proposta" partiu de um militante que tem a mania que é original - defende uma "corrente" chamada "socialismo liberal" - e que a nomenclatura actual desautorizou. Mas a "ideia" de extinguir a ADSE é "transversal" porque tudo o que signifique apoucar directa ou indirectamente os trabalhadores que servem o Estado é, à partida, uma boa "ideia". Estudem melhor, todos, antes de abrir a boca. O António José Seguro, então, tem mesmo muito para estudar e deixar-se de se sentir acossado por fantasmas internos que lhe minam a verosimilhança do discernimento. Esta coisa da ADSE nem sequer tem a ver com aqueles trabalhadores ou com a ADSE propriamente dita. É mesmo por causa do SNS e do modelo que ele deve prosseguir. Para não morrer de vez empanturrado de ideologia e de dívidas.

 

Adenda (de 21.1.13): Uma boa pergunta do Medeiros Ferreira - «Porque será que enquanto o Estado embolsou durante décadas os descontos para a CGA e para a ADSE- em média mais altos do que os exigidos para a segurança social - não apareceu nenhum teórico do nivelamento por baixo que tantos combateram há 40 anos? Tudo tão evidente... »

Olhar o sofrimento dos outros

João Gonçalves 20 Jan 13

 

Parece que o FMI "aconselhou" IVA a 23% nos produtos culturais. Julguei que o arraso da restauração nacional já tinha servido de "exemplo" mas, afinal, essas almas peregrinas pós Strauss-Kahn conseguem sempre surpreender-nos. Também há uma "sugestão" qualquer para o vinho o que revela o "conhecimento" que as ditas almas possuem sobre Portugal e a sua história económica. Em breve teremos de optar por nos exibirmos como um cadáver esquisito nos mercados a que muito justamente aspiramos regressar o mais rapidamente posssível, ou por chegarmos lá com um módico de robustez na economia e com outro tanto de confiança das pessoas concretas e das empresas. Por falar em produtos culturais, andou bem o Francisco José Viegas quando se lembrou de Susan Sontag que teria completado 80 anos na semana que passou. «Alguém que conheceu e influenciou o seu tempo – na cena cultural americana poucos o souberam fazer com uma paixão tão dilacerada e contraditória. Procurando estabelecer um equilíbrio entre moral e estética, é provável que nenhuma outra voz tenha sido tão estimulante na sua melancolia e ambivalência – porque sabia (era judia) que nenhuma verdade é absoluta. E, ao contrário dessa ‘contemporaneidade’, procurou um caminho de compaixão, olhando o sofrimento dos outros.» É disto que cada vez mais precisamos (eu, cristão, me confesso), de gente que olhe o sofrimento dos outros.

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