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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Um ponto interessante

João Gonçalves 19 Jan 13

«A última tese sobre a qual há de repente grande concordância no chamado centrão é que este subsistema [a ADSE] é caro para o Estado, coisa que nunca é demonstrada, porquanto é financiado pelos descontos normais nos vencimentos e, mais ainda, por uma comparticipação dos funcionários públicos que o entendam, já que a isso não são obrigados. No fundo não há praticamente nenhuma diferença entre isto e o que se passa com quem tem no privado um seguro de saúde. No entanto, assiste-se a uma pressão enorme para acabar com o subsistema, alegando-se mas nunca se demonstrando que é mau para o Estado. Na realidade a ADSE é um sistema convencionado que existe desde 1963 e que traduz bem como o Estado e o privado podem juntar-se e funcionar a bem de um grupo social muito alargado. Não se vendo como o SNS poderia fazer frente a um acréscimo repentino de 1,3 milhões de utentes, é lícito perguntar que tipo de interesses podem existir por detrás da campanha. Podem até ser elementares. Como os seguros privados estão a perder clientes, uma transferência em massa dos utentes da ADSE para o SNS não deixaria por certo de levar a uma maior procura de seguros de saúde privados. Certo ou errado?»

 

Eduardo Oliveira Silva, i

A irmã e os "primos"

João Gonçalves 19 Jan 13

 

A Maria Stuarda de Joyce DiDonato não desiludiu. Pelo contrário. Foi extraordinária no final onde as contradições da fé e da vida da irmã de  Isabel I (que a condenam) são exemplarmente expostas. Enquanto esperava pelo início da transmissão, li o 1º capítulo deste livro. Detectei duas imprecisões. Nem Mário Cal Brandão "fundou" o então PPD, nem Jorge Campinos foi "social-democrata". Ambos "fundaram" outra coisa, o PS. De resto, o capítulo conta brevemente a história da Maçonaria em Portugal - são cerca de 50 páginas - que acaba com a descrição de uma "fofoca" contemporânea. O que mais me divertiu foi a reconstituição de uma sessão de "primos" (termo pelo qual se tratavam os membros da Carbonária) feita, pelos vistos, recentemente. Enfim, parabéns à prima, irmã da outra. À DiDonato, claro.

Uma questão de respeito

João Gonçalves 19 Jan 13

Rui Calafate: «Miguel Sousa Tavares chama-lhe hoje no Expresso o «desastre ortográfico». E o que é certo é que o Acordo celebrado não interessa a ninguém. Não deixaremos de escrever como escrevíamos, os puristas, pois não concordamos nem achamos aceitável que isto vá para a frente quando o próprio Brasil, não o aceita para já. «Um país que se humilha para agradar a terceiros, arrisca-se a nada recolher em troca, nem a gratidão dos outros, nem o respeito dos seus. Apenas lhe resta o ridículo», escreve MST e eu subscrevo.» Eu também. É fundamental que haja um impulso institucional para pôr cobro a esta situação caricata, bem mais séria do que uma alegada "mudança estrutural" que representaria o gesto inútil de pedir facturas por tudo e por nada. O famoso "acordo" não é apenas uma questão da "cultura" ou de cultura. É uma questão nacional, de património imaterial indisputável, em suma, de uma sociedade que deve começar por se respeitar a si própria se pretende o respeito dos outros.

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