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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Equilíbrio

João Gonçalves 1 Jan 13



«É aí, no crescimento económico, que temos de concentrar esforços. Caso contrário, de pouco valerá o sacrifício que os portugueses estão a fazer. A nossa economia tem sofrido impactos muito negativos vindos do exterior, que estão fora do nosso controlo e não foram previstos aquando da negociação do acordo de assistência financeira. É o caso da recessão na Zona Euro e, em particular, a crise económica que afeta Espanha, o principal destino das nossas exportações. Para alcançar o crescimento são particularmente importantes os apoios da União Europeia ao investimento e à competitividade, assim como a melhoria das condições de financiamento das empresas junto do sistema bancário. As nossas empresas pagam pelos empréstimos taxas de juro muito superiores às suas congéneres da União Europeia. Temos argumentos – e devemos usá-los com firmeza – para exigir o apoio dos nossos parceiros europeus, de modo a conseguir um equilíbrio mais harmonioso entre o programa de consolidação orçamental e o crescimento económico. Em mais de 25 anos de pertença à União Europeia, mostrámos ser um parceiro credível do processo de integração. É do nosso interesse, mas também do interesse da União, que a coesão e a solidariedade não sejam meras palavras de circunstância. É nas alturas difíceis que se testa a solidez do projecto europeu.»


Cavaco Silva, 1.1.13

A ideia da "excepcionalidade"

João Gonçalves 1 Jan 13

É uma ideia que tem tanto de demagógica quanto de estúpida. A nossa história baseou-se amiúde nessa falácia. O desembarque de Ceuta, em 1415, foi uma formidável manifestação da "técnica" lusa? Foi, mas bastou pouco mais de um século para a "excepção" se desfazer num deserto luminoso do norte de África. No princípio do século passado, os crédulos do Corpo Expedicionário Português lá foram pastar a "excepção" que eles imaginavam representar para a Europa. Não sabiam inglês e escuso de lembrar como aquilo acabou. Salazar alimentou anos a fio uma ideia de excepcionalidade provincial do país, espalhada por vários continentes, apesar do desprezo a que sempre votou os colonos "continentais" que via como meros oportunistas sem o menor sentido de nação (como ele devia rir para dentro aos acordes da "nação valente e imortal"). Este regime também se concebeu excepcional a partir do momento em que se fundou numa revolução sem sangue e com cravos. Não deu "filhos" excepcionais, como qualquer observador superficial das últimas décadas pode constatar sem grande esforço. Mas alguns, coitados, acham-se e andam para aí feitos almas penadas da coisa. Não, não há qualquer "excepcionalidade" portuguesa apesar do esforço primordial da espada do conde D. Henrique cuja utilidade, aliás, ainda está por provar. 2013, esta coisa que começa hoje, provará uma vez mais - como se fosse necessário - que a "excepcionalidade" lusa não existe. É uma fantasmagoria como outra qualquer, sempre pronta a deixar o armário naqueles dias "solenes" em que a regra se confunde com a excepção e a excepção com a regra. Bom dia e boa sorte.

Viva Verdi

João Gonçalves 1 Jan 13

 

Comemora-se este ano o bicentenário do nascimento de Giuseppe Verdi. Viva, pois, Verdi com a versão de La Traviata para o Festival de Salzburgo de 2005. Anna Netrebko, Rolando Villazón, Thomas Hampson dirigidos por Carlo Rizzi.

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