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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

CAFÉS -2

João Gonçalves 28 Dez 05


"... Nada menos que no solar onde anos depois construíram La Closerie des Lilás, onde Fitzgerald e Hemingway, por volta dos anos vinte do século XX, se encontrariam frequentemente, primeiro como colegas e amigos e depois como rivais e inimigos." (Vila-Matas, Paris Nunca se Acaba -Ed. Teorema) . Joana Amaral Dias continua, no Bicho Carpinteiro, a sua "peregrinação" pelos cafés de Paris. Permita que lhe sugira igualmente o pequeno livro de Edmund White, Paris, Passeios de um Flâneur (Edições ASA).

O "PLANO"

João Gonçalves 28 Dez 05

Por via de um "coblogger" da Grande Loja, fui parar ao "Plano Tecnológico". Bastaram-me duas ou três "janelas" para ficar esclarecido. Palavras sublimes e de eficácia sempre garantida como "plano", "articulação", "alavanca", "eixos", "clusters" ou "empreendedorismo inovador" (sic) estão espalhadas, como um vírus, por todo o site. Esta tecnologia verbal, vivaça e espertalhona, tem imensos adeptos nas entidades públicas e privadas. Não existe, aliás, candidato presidencial que se preze (a começar, naturalmente, por aquele que eu apoio) que não se encante com o jargão, salvo a provável excepção de Jerónimo de Sousa, mais adepto das "velhas tecnologias". Este site, como outros, serve eminentemente para nos distrair e para, "navegando" nele, esquecermos a "realidade". É que, como ainda ontem evidenciava um relatório amplamente divulgado pelo DN, a "realidade" a que o "Plano" pretende atender, é pouco mais do que desgraçada. Eu embirro com "planos" e com a mania de "sovietizar", mesmo pelo lado modernaço, tudo e todos. É óbvio que o pressuposto político subjacente ao "plano", que começou por ser "choque", é meritório. Porém, e como escreve o "colega" da Grande Loja, praticamente não passa de "uma prosápia vazia de ideias titubeantes". Também, com o estimulante dr. Pinho à frente da empreitada, de que é que estavam à espera?

SEGUIR EM FRENTE - 2

João Gonçalves 28 Dez 05


"Pelas suas altas qualidades de carácter, isenção, coerência e sentido de Estado, o Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva é o Presidente da República de que Portugal carece e pelo qual anseia para poder vencer a crise de confiança e de esperança em que está mergulhado. Por isso lhe dou convictamente o meu apoio. Ultrapassando a mesquinhez político-partidária, ele será capaz, pelo seu exemplo como Chefe de Estado, de congregar todos os cidadãos de boa-vontade, incentivando-os na procura de um novo e seguro rumo democrático para esta Pátria em que "tudo é incerto e derradeiro/tudo é disperso, nada é inteiro" e cujo futuro não pode continuar a ser continuamente adiado."
José Blanco

"Apoio o Prof. Cavaco Silva por razões, no essencial, idênticas às que estiveram na base do meu apoio público ao General Ramalho Eanes, em 1980, e do meu voto no Dr. Mário Soares, em 1986. Efectivamente, nas actuais circunstâncias, o Prof. Cavaco Silva, pelo seu profundo conhecimento da realidade nacional e internacional, pela sua grande experiência governativa, pela sua estatura moral e pela independência com que se apresenta, é o candidato em melhor posição para exercer o cargo de Presidente da República. Pois entendemos que o Presidente da República deve contribuir activamente para o desenvolvimento sustentado do País, colaborando com o Governo na harmonização e canalização das energias das diversas forças sociais para a realização desse superior designo nacional."
José Casalta Nabais

"Apoio o Professor Cavaco Silva porque entendo que ele será um Presidente da República capaz de guiar e inspirar os portugueses nos anos cruciais que se vão seguir. Daqui até ao fim da década, em Portugal, será preciso ganhar mais decência e civismo, equilibrar as contas públicas, reduzir e racionalizar burocracias, recomeçar a crescer económicamente. Nem sempre será fácil. Qualquer governo precisará, como o resto de todos nós, de um Presidente da República em que os portugueses reconheçam autoridade, competência e abnegação ao serviço da Pátria."
José Cutileiro

"O meu apoio a Cavaco Silva não resulta apenas de um confronto com os demais candidatos. Fundamenta-se na angústia de ver Portugal dissolver-se em políticas imediatistas, sem nenhum projecto nacional. Cavaco Silva é a personalidade exacta para encerrar um ciclo e abrir outro – um tempo de competência, exigência e seriedade que supere a deriva em que nos debatemos e nos reconcilie com nós próprios."
José de Oliveira Ascensão

"Com a mesma convicção com que, em 1986, apoiei o Dr. Mário Soares, apoio agora o Professor Aníbal Cavaco Silva na sua candidatura à Presidência da República.O seu clarividente diagnóstico da situação do nosso País, no domínio social, económico e político, a sua determinação na prossecução de objectivos estratégicos nacionais, o equilíbrio e bom senso já amplamente demonstrado na administração da coisa pública são garantia de que exercerá a mais alta magistratura da Nação no integral respeito pela Constituição da República, assegurando a cooperação leal entre os diferentes órgãos de soberania.Os que, apesar de todas as incertezas e dificuldades da hora presente, confiam no futuro da nossa Pátria multissecular encontram em Cavaco Silva um Presidente capaz de mobilizar as vastas e diversificadas energias nacionais para ajudar a conduzir o País aos níveis de desenvolvimento e de justiça por quer todos ansiamos."
José Guilherme Xavier de Basto

"Desejo exprimir o meu apoio à candidatura do professor Cavaco Silva à Presidência da República por entender que reúne mais condições do que qualquer outro para exercer o cargo a que se propõe. Tendo a experiência de dez anos de governação como primeiro-ministro, possui um profundo conhecimento do país. Acresce que foi, em meu entender e no dos portugueses que lhe deram duas maiorias absolutas, o melhor primeiro-ministro que Portugal teve desde a Revolução de Abril até hoje. Igualmente valorizo os seus traços de carácter, a sua honestidade, a sua inteligência e a sua capacidade para entender melhor do que qualquer outro os problemas com que o país se defronta."
Lígia Monteiro

"A TRATAR INFANTILMENTE"

João Gonçalves 28 Dez 05


A ARTE DE EXERCER O MEDO "[S]e houvesse uma eleição de Cavaco Silva seria uma eleição perigosa para o futuro de Portugal", afirmou Mário Soares (Lusa, 28.12.2005). Pobre país o nosso em que o equilíbrio -- e a separação -- de poderes depende apenas de uma pessoa. A candidatura presidencial de Cavaco Silva é o Boogey Man, uma pessoa imaginária ou um monstro que causa medo e que é invocado para causar medo, especialmente junto das crianças.Sim, estou a dizer que nos estão a tratar infantilmente."


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