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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

CONTINHAS

João Gonçalves 23 Dez 05

Antes da "segunda volta" da campanha presidencial, a que ocorrerá depois dos natais e anos novos, o "ponto da situação" das sondagens e barómetros está espelhado neste quadro, com os constrangimentos que o Pedro Magalhães não se cansa de apontar a estes "estudos". Falta a da SIC, pós-debates como a do "Correio da Manhã". Disto tudo podemos - posso - tirar três conclusões mais ou menos consensuais. A primeira, é a de que Cavaco mantém uma forte possibilidade de vencer as eleições no dia 22 de Janeiro. Mas não passa disso, de uma forte possibilidade. A segunda, é a de que Mário Soares é o candidato que mais tem beneficiado com a exposição na campanha e, como se previa, o melhor colocado face a qualquer um dos outros três "compagnons". A terceira, consiste na circunstância de a candidatura de Manuel Alegre começar a revelar a sua "raça" de "fogo fátuo", ou seja, a sua crescente inconsistência. Tudo visto e ponderado, os candidatos bem podem aproveitar a trégua natalícia para fazerem continhas. Todos, sem excepção.

"SEMPRE POR BOM CAMINHO E SEGUE"

João Gonçalves 23 Dez 05


Setúbal, 22.12.05

OUTRO LIVRO

João Gonçalves 23 Dez 05


Não é por ser dele que é um belo momento literário escrito na nossa língua. Neste livro "viajamos" pela nossa solidão cosmopolita a partir da permanente solidão do "investigador" policial. Há mais mundos em "Longe de Manaus" do que podemos supôr. E há muito de nós nesse mundo inquietante de Jaime Ramos. Parabéns, Francisco.

UM LIVRO

João Gonçalves 23 Dez 05


Agora que tanto se fala em livros por causa dos "balanços" e do horrível Natal, volto - seguindo o conselho de Cioran que recomenda a leitura de um mesmo livro várias vezes para se considerar "lido" - às Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar, traduzido por Maria Lamas. Li-o pela primeira vez quando era adolescente e me supunha subtil e, horror dos horrores, "romântico". Ofereci cópias e cópias a putativos leitores pelas mais desvairadas razões e obscuros propósitos. Numas derramei melancólicas dedicatórias cuja autoria estaria hoje porventura disposto a renegar. Não tenho a certeza que esses leitores forçados tivessem compreendido os interstícios da escrita de Yourcenar e a beleza, não apenas da forma, mas do singular traço que reconstroi "ficcionalmente" uma vida e um pensamento que caminha lentamente para a morte. É um livro sobre triunfos e derrotas. Anos volvidos, voltei a ler o original numa edição "poche". Por causa de mais uma oferta - suponho que a derradeira -, fui à estante e retomei a antiga paixão no exacto ponto onde a tinha deixado da última vez: em lugar nenhum. E avancei, de novo, à descoberta de Adriano, moribundo e despojado já de tudo, nas frases inesquecíveis de Yourcenar que me lembram outros tempos de um tempo que não existe mais. Não só o de Adriano, mas sobretudo o meu.

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