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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"CASE CLOSED"

João Gonçalves 20 Dez 05

No Bloguítica.

DEBATE - 10

João Gonçalves 20 Dez 05

Não chegou. Não chegou, apesar do "estilo" caneleiro, de efeito garantido junto do "povo", não chegou, dizia, para os objectivos do candidato. Aliás, as declarações imediatamente proferidas após o debate não o desmentem. Por vontade dele, haveria mais cem debates e, pelo menos, seis "voltas" eleitorais. O rosto de Soares, onde se lê sempre o que lhe vai na alma, não revelava satisfação. Foi, para usar o seu delicado termo, "curto". Cavaco "corria" e "corre" numa "pista" completamente diversa. "Corre" - tem que se dizer desde já e com toda a clareza - para vencer maioritariamente o acto de 22 de Janeiro. Não me parece que, feitas as contas aos dez debates - e, particularmente, a este - que isso seja, de todo, impossível. Cavaco "passou" razoavelmente a prova dos debates que era, de longe, a mais difícil e Soares, intuitivo, percebeu isso. Resta a Soares o "terreno" onde nunca se sai mal e onde, provavelmente, resistirá bem. Tal como não chegou o debate, muito provavelmente também o "terreno" não chegará. A "hora" não é manifestamente a de Soares. Já foi. Já não é mais.

LER OS OUTROS

João Gonçalves 20 Dez 05

Este post do Anarca Constipado. Pior do que um "implacável", só mesmo um "implacável" ainda mais "implacável". Convém estar atento ao que Medeiros Ferreira vai dizer na SIC Notícias depois do debate Cavaco-Soares, em representação deste último. Por Cavaco, aparecerá José Miguel Júdice.

MANUELA

João Gonçalves 20 Dez 05


Por causa de uma perturbação inesperada na minha vida, deixei "passar" a saída da Manuela Moura Guedes do telejornal da TVI. Numa outra encarnação, estive numa maravilhosa "passagem de ano" na casa do casal Moniz. A Manuela, como todas as pessoas que não deixam os outros indiferentes, era, mesmo quando não concordávamos com ela, uma bofetada contra a bovinidade geral. Por vezes, mostrava-se pouco cuidadosa em separar as opiniões da sua função jornalística, aproximando-se de um populismo desnecessário. Nada disso, porém, diminui a vivacidade e a alegria com que apresentava o noticiário, deixando ali uma "marca" própria. A "acinzentização" da vida pública tem um preço e manda sempre quem pode. Acaba-se fatalmente por afastar determinadas personalidades para que os bonzos de serviço possam brilhar. Pura ilusão a deles. Por natureza, um bonzo nunca brilha. Só se sabe curvar. Um beijinho.

CAVACOSILVA.PT

João Gonçalves 20 Dez 05



Isto está muito melhor.

"FIZ O QUE PUDE"

João Gonçalves 20 Dez 05

O engº José Sócrates foi ao jantar de natal do seus deputados dizer, por outras palavras, que a sua prioridade é a governação do país. Este primeiro-ministro, contrariamente ao que acontecia precisamente há um ano, parece ter a devida noção do que está em causa e ao que vem. Pelo caminho, explicou que, em relação a Soares, o PS está a fazer o que deve fazer e que é "um gosto" ver o candidato "em campanha". Esta subtileza de Sócrates mostra, uma vez mais, que ele não perdeu o sentido da realidade. Apesar do PS, o primeiro-ministro nunca deixa de sublinhar, sempre que é necessário, que Soares tem "força" que baste para se desenvencilhar sozinho. E ele, como afirmou, ficará sempre com "a consciência do dever cumprido". Para epitáfio, Willy Brandt escolheu uma frase singela para o grande homem que ele foi: "fiz o que pude". Sócrates já o deve ter lido.

DEBATE - 9

João Gonçalves 20 Dez 05

Pela primeira vez num debate, deixei-me dormir. Não por desconsideração por Alegre ou por Jerónimo mas porque estava genuinamente cansado. E eles não me animaram. Jerónimo aparece nesta eleição, não apenas como o dirigente partidário a defender a sua casinha ("o colectivo"), mas sobretudo como uma espécie de Vital Moreira, em tosco, da Constituição. Para além disso, esteve demasiado "tatibitati" do que é costume, sem perder excessivamente a sua elegância resistente. Até para Cavaco - de quem falaram e que promoveram durante parte do debate - foi simpático. Alegre estava mais na sua estratosfera privada do que tem sido hábito. Continua a imaginar-se candidato e, pior do que isso, com grandes hipóteses de derrotar o favorito. Acentuou a vacuidade esquizofrénica da sua "mensagem" e, por esta altura, já deve estar a milhas do rabino dr. Soares que tem agora todo o espaço do mundo para espernear à vontade.

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