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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LITERATURA COMPARADA

João Gonçalves 6 Dez 05



Ambas são obras de ficção em torno da figura de Henry James. O livro de Colm Tóibín terá tido porventura melhor "crítica" que o de David Lodge. Nada como ler os dois e comparar, se é que existe algo para comparar. Lodge esteve por cá há uns dias para lançar a versão portuguesa do seu livro. Numa entrevista, explicou que o que torna interessante a vida privada de Henry James é a circunstância da sua ambiguidade. De acordo com os biógrafos, lembra Lodge, Henry James, apesar do "móbil homossexual" (sic), nunca teria chegado a manter qualquer tipo de relação física com quem quer que fosse. Interesting.

LER

João Gonçalves 6 Dez 05

No Margens de Erro, dois posts: "Os efeitos dos debates" e "Aximage, Presidenciais, 6 de Dezembro". E de José Adelino Maltez, "Sobre a alegre cavaqueira". No Elba Everywhere, "O debate". Finalmente, só agora dei pela "normalização linguística" do Anarca Constipado, um blogue amigo que se recomenda.

CONSEQUÊNCIA DO LUGAR

João Gonçalves 6 Dez 05

Para A.

Nada consentia ainda o nosso amor.
Eu punha sobre os teus ombros os meus braços
anulado da gente mais agreste
e descobria o riso ao pé do teu.

Era o que sou e sabia cantar-
-te, queria que visses em redor
toda a cinza a que tu não pertencias.
Tu vias. Eu cantava. Era o amor.


Joaquim Manuel Magalhães

DEBATE

João Gonçalves 6 Dez 05

As pessoas que apreciam circo e touradas, não gostaram do debate entre Cavaco e Alegre. Foi "morno" ou, na versão mais figurativa, um "bocejo". As pessoas que não gostam de Cavaco, continuaram a não gostar de Cavaco e assim será até ao fim. Os que toleram Alegre, como um intruso chato, acharam-no porventura trivial e pouco "agressivo" para Cavaco. Em suma, faltou ali o "hardcore" que só Louçã e, no seu melhor e pior, Soares, podem dar. Somos, de facto, um povo paradoxal e difícil de governar, como dizia Jorge Dias nos anos sessenta. Queremos o mesmo e o seu contrário. Nunca estamos, felizmente, satisfeitos. Sucede que um daqueles dois homens vai ser, quase de certeza, o próximo chefe de Estado. Não está num "reality show" para impressionar donas-de-casa desocupadas ou "intelectuais" agarrados à sua cartilha habitual. Julgo que se percebeu por que é que ambos estão aparentemente à frente nos "estudos de opinião". E por que é que os dois devem ter "crescido" um pouco mais. Não precisaram de berrar para estabelecerem as suas diferenças. Não se comportaram como se concorressem a uma mera disputa de feira popular. Por mais que alguns gostassem, estas eleições presidenciais não têm "dramaticidade" nenhuma. E quem mais tentar transformá-las num pífio ringue de boxe, entre a "esquerda e a direita", ou entre "o diabo e os anjos", mais perde.

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