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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"OS LUSÍADAS"

João Gonçalves 2 Dez 05

"O que está em causa é "um presidente que dê a ideia de ser um homem culto". A ideia é que ele respeite "a cultura" (a gente que assina documentos públicos e tem poder no "sistema cultural" e nas "associações do sector"), os músicos e os cineastas. Não é má ideia, tirando que a literatura não se faz nas "associações do sector" e que a cultura não é propriedade do "sistema cultural" e do complexo de cargos para que há nomeações e comissariados. O que me incomoda, e sempre incomodou, é a imagem do político que gosta de reunir essa gente e que treme de comoção quando "os artistas" lhe dizem que estão muito honrados por serem aceites na corte.Um presidente que respeite a cultura e que não suborne os escritores, os músicos, os pintores, é bom. É magnífico. Mas eu prefiro que, além disso, o presidente deixe "a cultura" em paz e que, em vez disso, seja honesto, imune a pressões corporativas e pedidos de favorecimento, e seja incapaz de pressionar "a cultura"."

Francisco José Viegas, no Jornal de Notícias

"A VIDA.COMO ELA É"

João Gonçalves 2 Dez 05

Tem razão o João por interposta pessoa. Not a shred of evidence exists in favor of the idea that life is serious. O pior é ter de lidar diariamente com quem acha precisamente o contrário. Porém, como recomenda outro João, não se deve discutir com a ignorância.

LER

João Gonçalves 2 Dez 05

No Pulo do Lobo, Mitos de uma infância anti-Cavaco.

EDGAR HOOVER REVISITADO EM LISBOA

João Gonçalves 2 Dez 05

"Eu, por exemplo, parto do princípio, hoje como no tempo da PIDE, de que o meu telefone está sob escuta. Não porque seja suspeito de qualquer crime ou tenha qualquer lição de ética a receber da polícia ou do Ministério Público. Mas apenas porque eu, pelo meu lado, suspeito que o que era fatal que acontecesse qualquer dia está a acontecer: as escutas tornaram-se também um instrumento político nas mãos das corporações judiciais. Escutam-se não apenas os suspeitos de crimes, mas também os políticos que podem contrariar as posições e interesses dos magistrados, os jornalistas que os podem comprometer, os fazedores de opinião que os possam contradizer. Se dúvidas houvesse, o recente episódio em que escutas telefónicas feitas a dirigentes do PS e do PP, e cujo tema era a demissão do procurador-geral da República, foram feitas, prosseguidas, transcritas, arquivadas em processo (como se de crime se tratasse!), e posteriormente enviadas para publicação num jornal, são a prova cabal do uso da devassa telefónica como arma de chantagem política."

Miguel Sousa Tavares, via Abrupto

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