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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LEITURAS

João Gonçalves 28 Nov 05

O Bilhete de Identidade, de Maria Filomena Mónica, também já foi lido aqui. É, convenhamos, uma leitura "forte" das famosas memórias. Porém, vale a pena ler e discutir. Sobre o "tira e pôe" dos crucifixos nas salas de aula, para já subscrevo esta sucinta opinião de Rodrigo Moita de Deus: "Não há razão nenhuma para existirem crucifixos pendurados nas salas de aula. Não há razão nenhuma para o assunto ser prioridade do ministério da educação." O Rui Costa Pinto chama a atenção para umas breves palavrinhas do candidato Mário Soares, em Santarém. Falaram-lhe de "dossiês" e ele remeteu para mais tarde uma "opinião" em matéria de energia. Será que é desta vez que Soares vai dizer o que pensa, por exemplo, de Pina Moura, o mais soturno dos "socratistas"? Finalmente, no militante Bicho Carpinteiro, Medeiros Ferreira interroga-se sobre os critérios editoriais do Público em matéria de presidenciais. Já agora, eu também me interrogo sobre os de António José Teixeira - que eu não tinha por cortesão - e dos seus auxiliares, no Diário de Notícias.

NA MESMA

João Gonçalves 28 Nov 05

Segundo o Correio da Manhã, via Portugal Diário, o sr. director geral dos impostos - que acumula com a "eficaz" e "eficiente" função de "relações públicas" da sua direcção geral, num raro exemplo que bem podia ser seguido por tantos colegas seus -, está a preparar-se para dar cumprimento, em 2006, à extraordinária "orientação" do governo que manda divulgar publicamente o nome dos contribuintes faltosos, empresas ou indivíduos. Estarão abrangidas cerca de oitocentas mil criaturas o que corresponde a mais de três milhões de processos de execução fiscal. Eu deploro que, por causa da impotência do famoso "sistema", se recorra à bufaria. Não é por muito "expôr" o infractor ao "povo" que ele passa a pagar. Pelo contrário. Entre nós, país de ressabiados e de invejosos, a expiação pública tende a converter em heróis - sobretudo os falhados de "luxo", como são quase todos os grandes não pagadores de impostos - entidades que, por princípio e por decência, deviam ser olhados como puros bandidos. O "povo", na sua remediada ignorância de pequeno ou médio contribuinte, tem, no fundo, pena de não poder agir assim. O "sistema", ao arrepio do que apregoa, vive dos "tótós" que não podem fugir aos deveres fiscais e à sua iníqua propaganda. Esta "medida" ressuma apenas demagogia. Finge-se que se "muda" qualquer coisa - e logo pelo pior dos lados, a delação - para que o essencial fique na mesma.

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