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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DE ACORDO

João Gonçalves 15 Nov 05

De Soares, gosta-se. Cavaco, respeita-se. Alegre, quando muito, lê-se. Os outros "politicam" como respiram. Jerónimo, o generoso estalinista de Pires Coxe, não engana ninguém. A única diferença em relação a dez anos atrás, é a hipótese mais séria de ter de ir contar votos com Louçã. Cavaco continua a inspirar os mesmos ódios e amuos aos mesmos, exactamente pelos mesmos argumentos de outros tempos. Nada disso impediu duas maiorias absolutas. Nada disso valeu contra os honrosos quarenta e seis por cento contra Sampaio. Nada disso valerá, de novo, agora. Ao contrário de Soares, de quem genericamente se gosta, Cavaco, pelas suas características pessoais, não é um homem fácil de gostar. Ele é o que é. Não é um palaciano e pouca gente se imagina a tomar bicas com ele. Acontece que, neste momento, representa uma força a que todos os outros aspiram poder trepar para derrubar em seguida. Eu só sou "laudatório" de Cavaco porque não suporto o ruído que vem de outros lados. Nem tão pouco a forma desse ruído. Em circunstâncias "normais", bastar-me-ia ir votar, sem uma palavra. Acontece que isso não chega. Por isso comecei por dizer que gosto de Soares e que leio, às vezes, Alegre. Apesar disso, quero que eles percam e que a vitória de Cavaco represente a derrota definitiva de uma certa insolência "consensual" que, de há muito, se instalou na vida pública portuguesa como um cancro. Escrever contra essa ideia cristalizada de democracia, avessa a rupturas e a avanços, e em que só meia dúzia de "iluminados" podem participar, é um dever cívico indeclinável. Não tem nada a ver com o Cavaco "pessoal" e "moral" com que provavelmente nem sequer me identifico. Tem a ver com a defesa da sua candidatura contra as tentativas de diminuição do homem e do político que são apresentadas todos os dias, com extravagância e má-fé. Cavaco ambiciona legitimamente ganhar, tal como ele é. Eu, sem discutir como ele é, quero apenas que ele ganhe. Aí, estamos os dois de acordo.

CREDIBILIDADE

João Gonçalves 15 Nov 05

Não me interessa para nada se tem ou não tem "marca de esquerda" . O que releva é que Maria de Lurdes Rodrigues, a ministra da Educação, pela discrição competente e determinada com que tem enfrentado os vários corporativismos que assolam o seu ministério, está a revelar-se um dos melhores membros do governo de Sócrates. Chama-se a isto credibilidade, a tal de que o país precisa.

APENAS...

João Gonçalves 15 Nov 05

... bom senso. "Se o orçamento vai ser cumprido tal como ele está apresentado, acho que não merecia o voto contra".

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