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portugal dos pequeninos

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UM LIVRO

João Gonçalves 6 Nov 05

À boa e à má consciência das "esquerdas", tão "levantadas do chão" nos últimos dias, faria bem a leitura destas conferências com mais de cinquenta anos, de Isaiah Berlin, proferidas para a BBC, reunidas sob o título de Rousseau e outros cinco inimigos da liberdade (Gradiva)

O "OUTSIDER"

João Gonçalves 6 Nov 05

António Barreto sobre Soares, no Público (link indisponível), a partir do Minha Rica Casinha:

"Comporta-se como um "outsider", um candidato marginal. Pede debates... Solicita debates urgentes, todos os debates, chega a inventar recusas dos outros candidatos a debater, pois acredita que, se conseguir "esmagar", na televisão, em directo, os seus adversários, tem a vitória garantida. Entretanto nas entrevistas impressas e na que deu a Constança Cunha e Sá, na televisão, perdeu o essencial do seu tempo a falar de Cavaco Silva, a provocar Cavaco Silva e a denunciar Cavaco Silva. Parece um destes candidatos radicais à procura de interlocutor e rival, em busca do tempo de antena que lhe seria oferecido pelas querelas com o adversário. Transformou-se em candidato desesperado a agitar-se diante daquele que considera já o presumível vencedor. Por sua vontade e decisão, Soares encabeça hoje um combate fora de tempo e fora da actualidade. Sem aparentemente argumentos politicos nacionais pesados, busca uma campanha de luta pessoal. Ora com Alegre, ora com Cavaco. Corre o risco de apenas obter, como resposta, o silêncio."

Adenda: O António Barreto pertenceu à comissão política do MASP I, em 1985/86, e foi o principal responsável pela redacção do "manifesto político" da então candidatura de M. Soares. Ele conhece-o.

O TRIUNFO DO RECALCADO

João Gonçalves 6 Nov 05

O que está a acontecer em França e que, por "simpatia", pode vir a acontecer noutros países europeus, corresponde uma uma sucessão convergente de fracassos. Durante anos a fio, nas arengas dos comícos, nos "manifestos" eleitorais, nos "seminários" e nas conferências", os partidários acríticos e os "intelectuais" do "Estado social" e do "multiculturalismo", "venderam" ilusões aos autócnes e a si mesmos. O equívoco da "integração" foi o culminar dessas estratégias pueris. Aos jovens de segundas e de terceira gerações de imigrantes a aos eternos "assocializados" que com aqueles partilham a mesma desconfiança do "outro", o "assistencialismo" do "Estado providência" nada diz. Espartilhados entre as "origens", cultivadas na família que não conhecem, e a "integração" forçada que não sentem, esta gente está numa no man's land pronta a dissolver-se ao menor pretexto. Por outro lado, foram excitados pela irresponsável bravata do "direito à indignação" cujo teor estão manifestamente a levar a sério, a ferro e fogo. No quentinho das suas retóricas, seria talvez a altura de pedir responsabilidades "morais" aos apóstolos do "direito à indignação", tão ainda em voga, como se vê nas eleições presidenciais portuguesas. Durante anos, andaram a pregar pelo "triunfo do recalcado" contra, entre outros, a fantasma "imperialista" norte-americano. Queriam o sucesso do "recalcado" ? Pois aí o têm.

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