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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ESTILOS

João Gonçalves 1 Nov 05

Aparentemente Mário Soares ainda não "descolou" da sua magnífica "tirada" sobre o "político profissional". Deve achá-la subtil e uma ideia luminosa a explorar. À saída de um encontro com o presidente de Moçambique, voltou à carga, como se estivesse no Bolhão rodeado de amáveis peixeiras. Cavaco também esteve com Guebuza e explicou por que é que nunca irá responder a Soares: "da minha parte ninguém ouvirá palavras de menos respeito em relação a uma pessoa que foi Presidente da República durante dez anos, nem em relação a qualquer outro candidato". Soares já não se lembra do que foi. Cavaco sabe quem é.

O DIA DELE

João Gonçalves 1 Nov 05

Sem esse cataclismo enorme que destruiu Lisboa em 1755, Sebastião José nunca passaria dum arrivista contratado para conceder alvarás. Quando a terra tremeu, sepultando seis a oito mil pessoas, no cálculo imediato de Sebastião José, cem mil no poema de Voltaire, com as suas casas, tesouros e animais, queimando-se nos braseiros dos incêndios as pinturas e as livrarias mais raras dos conventos e dos palácios, fez-se um vácuo entre a admiração e a náusea. Foi preciso que um homem sem vocação filosófica se debruçasse sobre o acontecimento e, armado de coragem, chamasse o seu bem a essa atroz ruína. A vontade de superar um facto é a vontade de produzir novos factos. Aproveitou esse momento de maneira tão genial, que durante vinte anos viveu do prestígio dessa força moral que era afinal uma combinação de perigosidade individual, de elogio da catástrofe na qual vê a causa de si mesmo.

Agustina Bessa-Luís, Sebastião José

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