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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A RAZÃO...

João Gonçalves 29 Out 05

... de um "blasfemo" liberal, seja lá o que isso for.

O GUERREIRO NO SEU LABIRINTO

João Gonçalves 29 Out 05

Numa cerimónia íntima e para os íntimos, Mário Soares apresentou, no Porto, as suas "comissões". Vasco Vieira de Almeida, o mandatário nacional, que pode ter talento para tudo menos para falar, aborreceu. Sobrinho Simões, o mandatário distrital, gracejou. Terminou o evento com um meio improviso do candidato. Soares quer uma campanha "diferente" e andar suavemente pelo país a pregar a "mudança", nas "colectividades", nas "universidades" e onde mais o "convidarem", tudo sem comícios e com sobriedade. Quer uma campanha "descentralizada" e os seus a trabalharem por si, nas localidades. E não conseguiu explicar por que é que achou "necessário" candidatar-se de novo, apesar da retórica das "circunstâncias" a que recorreu para justificar um exercício artificial. Lançou, por fim, uma "pérola" irritada ao "não político profissional", no que constituiu o único momento excitante e significativo da cerimónia. As televisões encarregar-se-ão de o divulgar como a melhor "ideia" que ali brotou. Por outro lado, no "Expresso", Mário Mesquita - que é da "comissão política" de Soares e que, presumo, partilha o candidato com o secretário geral do PS -, afirmou que "Cavaco Silva potencia o pior de José Sócrates". Não vale a pena comentar. Ça va de soi.

UM LIVRO

João Gonçalves 29 Out 05

"Spinoza admonished us that it is necessary to love God without ever expecting Him to love us in return."

Harold Bloom, Where Shall Wisdom Be Found?, Riverhead Books, New York, 2005

O VELHO "NOVO HOMEM PORTUGUÊS"

João Gonçalves 29 Out 05

Depois de escutar com atenção a leitura do "manifesto" de Cavaco Silva - ao contrário do Paulo Gorjão, não tenho paciência para os ler -, percebi que aquilo ia levar muita pancada. Salvo meia dúzia de interessados que, por dever de ofício ou por malícia, os têm de consumir, ninguém que esteja de bem com a vida perde um segundo com manifestos eleitorais. Não é por aí que se perde ou ganha o que quer que seja. De Soares veio o trivial. De Cavaco, chegou aquilo a que Vasco Pulido Valente hoje chama (link indisponível) "um manifesto misterioso". A crítica mais imediata é de que se trata de "um programa de governo". Não é, embora pareça. Cavaco propôe um programa de ajuda pessoal e política ao governo, seja ele qual for. Para o efeito, viu-se na necessidade de falar praticamente de tudo. Foi a opção dele e de quem o aconselhou - não seria a minha -, o que deu ao "manifesto" um "tom" misto de redacção e de dicionário de lugares-comuns políticos, como sublinha Pulido Valente. Qualquer coisa de mais escorreito teria servido perfeitamente o propósito. No fundo, Cavaco quis voltar ao velho mito do "novo homem português", revisto, corrigido e aumentado para o século XXI. Não vale a pena. O "novo homem", o dos anos noventa, deu no que deu. Arrivista, irreformável, ambicioso, ignorante e melífluo, este "produto" da democracia está espalhado, como praga, um pouco por toda a parte, do Estado à "sociedade civil". Quando as coisas mudaram, passou-se, com a tranquilidade própria dos invertebrados, e depois de ter sumariamente liquidado o "pai", para o aconchego maternal do "socialismo" de Guterres o qual, quando deu por isso, já estava enterrado no célebre "pântano". Vieram Barroso e Santana Lopes e, aí, o nosso "novo homem" tornou a prosperar com o "tempo novo" daqueles dois. Sócrates renovou a "ambição" ao propôr, em vez de um "novo homem", um "homem novo" para uma legislatura. É mais do mesmo. Há coisas onde, por bom senso e pudor, não vale a pena tocar. Nem Sócrates nem Cavaco nos livram da sua essencial viscosidade. O velho "novo homem português" veio para ficar. Não muda e nem eles - muito menos eles - o conseguem mudar.

SETECENTOS E UM

João Gonçalves 29 Out 05

Santana Lopes esteve na SIC Notícias a "comentar" as eleições presidencias e, naturalmente, a comentar-se a si próprio. Continua ressabiado com o mundo e, em especial, com o dr. Sampaio. Desdenhou Cavaco Silva e, uma vez mais, "passou a mão" por Mário Soares. Não faltará ninguém nos setecentos nomes que fazem parte da "comissão de honra" da candidatura do ex-presidente?

REACÇÕES

João Gonçalves 29 Out 05

A "novela" da interrupção voluntária da gravidez, agravada pela "esperteza saloia" com que o assunto foi tratado em diversas sedes, teve um final provisório com a decisão do Tribunal Constitucional. A partir de Setembro do próximo ano, a coisa regressa. Esteve bem o secretário-geral do PS, fiel à sua posição eleitoral e à sua palavra. Pôs um bom final às trapalhadas do seu grupo parlamentar, às do dr. Sampaio e às do dr. Jaime Gama. Pelo contrário, esteve péssimo o dr. Marques Mendes, a perorar, a despropósito, sobre a "competência" do governo, em vez de saudar o processo referendário anunciado. Péssimo e despropositado.

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