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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DIZER "NÃO"

João Gonçalves 24 Out 05

"Só ganha a confiança dos homens quem lhes disser "não". Cavaco disse "não" no Congresso da Figueira, ao garantir que apoiava Freitas do Amaral para a Presidência da República. Cavaco ganhou porque estava preparado para perder." José Miguel Júdice, em Lisboa, na apresentação do livro de Adelino Cunha, A Ascensão ao Poder de Cavaco Silva 1979-1985, da editora Edeline.

LER...

João Gonçalves 24 Out 05

... estas "Tentações" bem "rebatidas" por Vital Moreira.

LER OS OUTROS

João Gonçalves 24 Out 05

Os últimos posts do "Desesperada Esperança", no "Linha do Horizonte", "Candidatos Presidenciais?" e "O Grau Zero da Argumentação" (vários) no Bloguítica. A propósito do "Expresso" "cavaquista", este post da Grande Loja. Não estimo particularmente o "Expresso", mas sei que certamente os próximos números darão "capa" a outros candidatos presidenciais, que Cavaco descerá nos "altos&baixos", outros subirão e por aí fora. Contudo, o jornal limitou-se a relatar uma evidência: o anúncio formal da candidatura de Cavaco Silva é o verdadeiro acto fundador da eleição de 2006. Não era disso que todos os outros estavam à espera?

PERGUNTAS E RESPOSTAS

João Gonçalves 24 Out 05

1. Luís Grave Rodrigues, do Random Precision, "desafia-me" a responder à "parte" da crítica política que faz a Cavaco Silva, num post onde a mistura com referências desagradáveis. Não possuo nenhum mandato para falar "em nome" do candidato que apoio, mas julgo que é importante que se faça um debate sério em torno das presidenciais e não chicana gratuita. Aliás, dois artigos do Público de domingo - de António Barreto e de Mário Mesquita - constituem bons contributos para esse debate. No seu texto, LGR coloca várias perguntas que, como ele bem sabe, só a leitura do "manifesto eleitoral" de Cavaco Silva poderá responder e outras, ainda, que só o decurso da campanha esclarecerá. Porém, há assuntos que LGR levanta e cuja "resposta" já julga adivinhar por causa das convicções pessoais e religiosas de CS. Pode ser que, nalguns casos, tenha alguma surpresa e noutros, naturalmente, obtenha confirmação. Uma pessoa credível não costuma ceder no essencial e é bom que assim seja senão éramos todos "iguais". No entanto, parece-me inequívoco - e só por má-fé compulsiva ou por ignorância desculpável é que se pode defender o contrário - que CS tem obviamente perfil "para representar Portugal nas mais altas instâncias internacionais". Já o fez, no âmbito da direcção da política externa que pertence ao governo, quando exerceu o cargo de 1º ministro e acho que ninguém se queixou. Pergunte ao socialista Felipe Gonzalez, por exemplo, o que é que ele opinava sobre CS quando ambos eram os chefes de governo da Península Ibérica. Achará porventura LGR que CS não está à altura da representação externa do Estado Português - que é uma das funções do PR - apenas porque não encara o cargo como um híbrido monárquico-jacobino destinado a exibir universalmente lugares-comuns ou vaidades pessoais? Ou, pior, porque aí o argumento seria puramente reaccionário, por pensar que CS não é suficientemente "civilizado" para o efeito?
2. Quanto à minha posição, simultaneamente de suporte a CS e de crítica à recandidatura de M. Soares, a quem, por duas vezes, apoiei, reproduzo parte de um post escrito em Setembro que sumariza, por agora, o essencial. O "regime", se não se regenerar, afunda-se, mais tarde ou mais cedo, nas suas trapalhadas e na sua venalidade. Restaurar, com sensatez, a sua autoridade, sem pôr em causa a "natureza das coisas", é a tarefa mais nobre do próximo PR. Não é preciso ser "presidencialista" para achar que não é com magistraturas "monárquico-republicanas", requentadas com discursatas redondas e vazias, que "isto" lá vai. Cavaco não virá para a "desforra", como se insinua maliciosamente, e o país sabe-o. Sócrates tem um mandato claro que o obriga a ser mais clarividente do que tem sido. Ninguém mais do que Cavaco Silva aprecia a "estabilidade" para que se possa fazer alguma coisa. Mário Soares apenas quer a "estabilidade" - a dele - para não mudar nada e para embaraçar Sócrates quando este não respeitar o "cânone". Cavaco deverá transmitir solitariamente aos portugueses quais as razões políticas que o fazem ser, agora e de longe, o concidadão que, na chefia do Estado, melhores condições possui para prestigiar a democracia e honrar, com decência e um módico de equilíbrio, as instituições. Para isso não precisa de uma "corte". Basta-lhe estar só, com Portugal.

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