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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O APÓSTOLO LOUÇÃ

João Gonçalves 13 Out 05

O dr. Louçã apresentou a sua candidatura presidencial. Trata-se, em versão "esclarecida" e urbano-depressiva, de uma espécie de "santa da Ladeira" de uma coisa a que chamou "movimento socialista popular". Ele, o apóstolo, "convoca" todo esse estranho "movimento" e, mais benignamente, proclama que "é toda a esquerda plural que é chamada". Para além disso, também nos promete, em cinco anos, uma "revolução ambiental" e um "levantamento cultural". Finalmente, ele "não desiste". Esta é uma pequena amostra do que podemos esperar da língua populista de Louça nos próximos três meses. Apesar desta arenga, não nos devemos esquecer que Louçã também tem, nestas eleições, as funções de batedor. Inicialmente, o exclusivo pertencia a M. Soares, mas a emergência de Alegre "obrigou" o profeta da "energia alternativa" a referir-se com aspereza aos seus dois "amigos" nestas eleições. "Os ajustes de contas, as quezílias, as pequenas divisões não merecem o respeito dos eleitores", disse o nosso justiceiro. Presumo que Louçã, à semelhança de Jerónimo, não esteja excessivamente preocupado com uma segunda volta em que não deve acreditar. Só lhe interessa esta. Por isso, fará todo o mal que puder e a toda a gente. Há uma semana, o país não o levou a sério. É importante que continue assim.

NÃO DEVIA?

João Gonçalves 13 Out 05

Mais uma vez no carro, via Antena Um, fiquei a saber que o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil - aquele que nos "defende", com enorme sucesso, das calamidades públicas- emprestou uma "tenda de campanha" desmontável, com os respectivos adereços, a um país vítima do "tsunami" de Dezembro passado. Foi devolvida há seis meses, jazendo na Alfândega de Lisboa à espera que a vão buscar. Tirando este "kit" do SNBPC, só existe outro idêntico afecto ao INEM. Acontece que o dito Serviço se "esqueceu" ou não se interessou em ir "levantar" o material e foi a Alfândega que teve de "avisar" o SNBPC que a presença do material, sem ser "desalfandegado", já está a custar cinco mil euros à Protecção Civil. Também na área da Administração Interna, foi "ressuscitado" um relatório, com cinco anos de idade, para efeitos meramente políticos e demagógicos, sobre o consumo de álcool e de droga dentro das forças de segurança. Isto já para não falar do célebre "descontentamento" permanente de polícias e "gnr's" - que se manifesta quase sempre de uma forma grotesca e inaceitável - e das greves intermitentes do SEF. Ou da moribunda IGAI que foi votada ao abandono político desde que Rodrigues Maximiano se foi embora. Ainda não percebi como é que, com tantos secretários de Estado - um dos quais o "iluminado" José Magalhães - e um subsecretário de Estado, não é possível introduzir um mínimo de racionalidade nos diversos departamentos directamente responsáveis pela segurança interna. A única excepção consiste nas alterações nas chefias máximas dos serviços de informações, como não podia deixar de ser, não se sabendo se ocorreram pelas melhores razões. Não sei se falta autoridade política ao "super-ministro" António Costa ou se lhe falta outra coisa qualquer. Sei, porém, que a sensação que se transmite para a opinião pública é a de uma anarquia larvar que atravessa praticamente todos os sectores por que ele é directamente responsável, sendo certo que não se trata propriamente da agricultura ou das pescas, por exemplo. Isto devia preocupar alguém. Ou não devia?

HIER ENCORE

João Gonçalves 13 Out 05

Hier encore
J'avais vingt ans
Je caressais le temps
Et jouais de la vie
Comme on joue de l'amour
Et je vivais la nuit
Sans compter sur mes jours
Qui fuyaient dans le temps

J'ai fait tant de projets
Qui sont restés en l'air
J'ai fondé tant d'espoirs
Qui se sont envolés
Que je reste perdu
Ne sachant où aller
Les yeux cherchant le ciel
Mais le cœur mis en terre

Hier encore
J'avais vingt ans
Je gaspillais le temps
En croyant l'arrêter
Et pour le retenir
Même le devancer
Je n'ai fait que courir
Et me suis essoufflé

Ignorant le passé
Conjuguant au futur
Je précédais de moi
Toute conversation
Et donnais mon avis
Que je voulais le bon
Pour critiquer le monde
Avec désinvolture

Hier encore
J'avais vingt ans
Mais j'ai perdu mon temps
A faire des folies
Qui ne me laissent au fond
Rien de vraiment précis
Que quelques rides au front
Et la peur de l'ennui

Car mes amours sont mortes
Avant que d'exister
Mes amis sont partis
Et ne reviendront pas
Par ma faute j'ai fait
Le vide autour de moi
Et j'ai gâché ma vie
Et mes jeunes années

Du meilleur et du pire
En jetant le meilleur
J'ai figé mes sourires
Et j'ai glacé mes pleurs
Où sont-ils à présent
A présent mes vingt ans?


Charles Aznavour

SINAIS...

João Gonçalves 13 Out 05

... preocupantes do país (ir)real.

FÁTIMA EM OUTUBRO

João Gonçalves 13 Out 05



A RTP forneceu, por instantes, imagens de Fátima. De um lado e do outro da alameda do Santuário, milhares de peregrinos assistiam à chuva à passagem da imagem da Senhora em direcção ao altar. "Não matarás", percebi pela locução, é o tema desta celebração. Simultaneamente, em Roma, está reunido o Sínodo dos Bispos, com o Papa Bento XVI, para discutir a eucaristia. A presença habitual de uma multidão nestas celebrações de Maio e de Outubro, indistinta na sua composição social, política ou cultural, corresponde a uma atracção aparentemente inexplicável. Confere, no entanto, um sentido permanente às primeiras palavras do pontificado de João Paulo II: "não tenhais medo, abri o vosso coração a Cristo". E Ratzinger, de uma outra maneira, também "explica" o "mistério" repetido e renovado de Fátima: "Desse lugar foi lançado um sinal severo, que investe contra a falta de reflexão reinante, um apelo à seriedade da vida e da história, uma recordação dos perigos que pairam sobre a humanidade. É o que o próprio Jesus lembra muitíssimas vezes, não temendo dizer: "Se não vos converterdes, perecereis todos" (Lc 13,3). A conversão - e Fátima recorda-o plenamente - é uma exigência perene da vida cristã". Custa assim tanto a entender?

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