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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"DAR-SE AO RESPEITO"

João Gonçalves 18 Set 05

"Sócrates, invocando a legitimidade eleitoral, afiança que as reformas avançarão independentemente dos protestos. Mas, é claro, tendo conquistado os votos à custa da ocultação da verdade, é natural que o seu governo não se consiga dar ao respeito nem apresentar-se ao público revestido da autoridade necessária para impor aos portugueses os sacrifícios indispensáveis à recuperação do país".

Maria de Fátima Bonifácio, Público de 18.9.05

"COMO SE CHEGOU AQUI?"

João Gonçalves 18 Set 05

"Primeiro, pelo desprestígio geral do regime. Houve Guterres, Barroso, Santana e agora Sócrates, que arrasaram qualquer espécie de respeito pelo poder com o seu diletantismo e a sua irresponsabilidade. Todos mentiram. Todos permitiram e promoveram a corrupção dos partidos. Dois fugiram. Um acabou abjectamente escorraçado. E Sócrates sobrevive por inércia, desprezado e nulo. Além disso, que já não é pouco, não há dinheiro. Pior ainda: o dinheiro que hoje falta, não falta no bolso, sempre vazio, do bom povo português, falta no bolso da classe média inchada e artificial que se criou em 30 anos de ilusões e, nomeadamente, no bolso do capitão e do juiz, do inspector e do funcionário, do polícia e do GNR. Como se irá convencer hoje esta gente, a autoridade, que vive em grande parte do seu estatuto social, que deve de repente empobrecer e perder privilégios num mundo em que se prospera pelo compadrio, pela influência e pela fraude e o caos político se tornou manifesto?"


Vasco Pulido Valente, Público de 18.9.05

DESESPERADA, A VIDA?

João Gonçalves 18 Set 05

"Yes, life is a journey. One that is much better traveled with a companion by our side. Of course, that companion can be just about anyone. A neighbor on the other side of the street... Or the man on the other side of the bed. The companion can be a mother with good intentions... Or a child who's up to no good. Still, despite our best intentions, some of us will lose our companions along the way. And then the journey becomes unbearable. You see, human beings are designed for many things, but loneliness isn't one of them."

LISBOA -2

João Gonçalves 18 Set 05

Para acompanhar, em Lisboa, as eleições autárquicas, este blogue.

SOBRE A ALEMANHA....

João Gonçalves 18 Set 05

... é mesmo só isto.

SÓ, COM PORTUGAL

João Gonçalves 18 Set 05

Os que "temiam" que Cavaco não se candidatasse ou que o fizesse apenas "empurrado" pelas sondagens, podem agora dormir descansados. Dentro de algumas semanas, como, aliás, sempre o disse, Cavaco formalizará a sua candidatura a Belém. Ao contrário do pífio "remake" de Mário Soares no final de Agosto, ao qual o país não prestou nenhuma atenção, a candidatura de Cavaco Silva constituirá o verdadeiro acto inaugural das presidenciais de 2006. É assim porque se sabe que, desta vez, são realistas as possibilidades de ele vir a ser o próximo PR. Toda a algazarra construída em torno do seu "silêncio" ou, pior, do seu "tabu", como eles dizem, não passa de uma mitomania gasta, destinada a tentar fazer o homem "aparecer" para massajar o ego aos adversários e a alguns "comentadores" mais excitados. Esta "pré-campanha" tem sido, nessa matéria, esclarecedora. Julgo não estar enganado quando pressinto que o país se inclina, de novo, para Cavaco Silva. Não por causa do "providencialismo" que lhe é atribuído maliciosamente pelo jacobinismo empoeirado de Mário Soares ou de Almeida Santos, ou pelo estatuto de "regedor ditatorial" que lhe é colado pelo PC e pelo BE. E muito menos, porque o argumento é rídiculo, por ser "professor de finanças". O "regime", se não se regenerar, afunda-se, mais tarde ou mais cedo, nas suas trapalhadas e na sua venalidade. Restaurar, com sensatez, a sua autoridade, sem pôr em causa a "natureza das coisas", é a tarefa mais nobre do próximo PR. Não é preciso ser "presidencialista" para achar que não é com magistraturas "monárquico-republicanas", requentadas com discursatas redondas e vazias, que "isto" lá vai. Cavaco não virá para a "desforra", como se insinua maliciosamente, e o país sabe-o. Sócrates tem um mandato claro que o obriga a ser mais clarividente do que tem sido. Ninguém mais do que Cavaco Silva aprecia a "estabilidade" para que se possa fazer alguma coisa. Mário Soares apenas quer a "estabilidade" - a dele - para não mudar nada e para embaraçar Sócrates quando este não respeitar o "cânone". Cavaco deverá transmitir solitariamente aos portugueses quais as razões políticas que o fazem ser, agora e de longe, o concidadão que, na chefia do Estado, melhores condições possui para prestigiar a democracia e honrar, com decência e um módico de equilíbrio, as instituições. Para isso não precisa de uma "corte". Basta-lhe estar só, com Portugal.

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João Gonçalves 18 Set 05

No Causa Nossa, "Quem são os próximos?"

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