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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

UMA PENA

João Gonçalves 17 Set 05

Ao autoritarismo jacobino de Mário Soares, seguiu-se, na mesma semana, o jacobinismo senil de Almeida Santos, uma espécie de "vaca sagrada" do "regime", por causa de Cavaco Silva. Na "convenção autárquica" do PS, em Coimbra, o "ex-número dois" da nação comparou Cavaco a Salazar, aparentemente por ele ter dito que se considerava "muito independente" de partidos políticos. Este maravilhoso linguarejar, mais adequado ao evangelista Louçã, irá sendo apurado, tudo o indica, com o decurso do tempo. Tal como Soares, Almeida Santos devia ter um pouco mais de respeito por si próprio e pela sua "história". O caprichismo arrogante e anti-democrático que vêm demonstrando, em vez de desqualificar os adversários, só os diminui a eles e ao que representavam aos olhos dos portugueses. E isso é manifestamente uma pena.

UM MAU NEGÓCIO

João Gonçalves 17 Set 05

Segundo o Expresso, "Soares não vai poder contar com Vitorino". Não é propriamente uma novidade, mas depois de se saber esta semana para que é que se "pode contar" efectivamente com Vitorino, deve concluir-se que, na óptica do mítico "habituem-se", Soares é um mau negócio.

"TAL COMO ELA FOI"

João Gonçalves 17 Set 05

"Changer la vie quase aos 50 anos não é assim tão fácil nem eu quero. Mas sabermos que a vida levada ao presente está-nos a fugir para onde não a queríamos, marcar passo, olhar atrás e constatar com aborrecimento ou forte agravo ou molesta amargura que em 40 anos sempre assim me aconteceu e, mesmo assim, lenta lentamente continuo a avançar no projecto inicial embora com tramados trambolhões e perdas vitais."

Luiz Pacheco, Diário Remendado, 1971-1975, fixação de texto e posfácio de João Pedro George, Dom Quixote, 2005

Como escreve no "posfácio" o J. P. George, "independentemente daquilo que pensarmos do Luiz Pacheco e do seu estilo de vida, este diário é a tentativa aproximada de dizer a verdade acerca de si próprio". E, na leitura de Eduardo Pitta, "num país menos engravatado, o livro seria vendido com cinta amarelo-vivo e frase com letras azul-forte: HIPOCONDRIA, BROCHES & LITERATURA. Com efeito. Um pouco de sorte, e nenhum recenseador o acusará de fazer alarde de calotes. A vida, portanto. Tal como ela foi."

FIM DE CITAÇÃO

João Gonçalves 17 Set 05

Para que não restem dúvidas a alguns amáveis leitores, e embora isso não tenha importância nenhuma para o futuro da cidade, Manuel Maria Carrilho deixou de ser o "meu" candidato a presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Tem, como se costuma dizer, "perfil" político. Porém, há coisas que lhe escapam que são essenciais. A campanha, tal como a montanha, pariu um rato.

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