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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

CONVERSAS COM LEITORES

João Gonçalves 16 Set 05

A propósito do post sobre "Lisboa" (debate Carrilho/Carmona), recebi uns "comentários" que não resisto a "comentar", salvo, como de costume, os "anónimos".

Do Rui: "Acho que só existe uma palavra para definir o candidato Carrilho: execrável. Já para não falar da sua má educação. Só não compreendo como o autor deste blog, tão esclarecido noutras circunstâncias, consegue continuar a apoiar a candidatura desta miserável criatura."

De CDSM (com mail): "Apesar da arrogância, presunção e sobranceria - para ser brando - de Carrilho, não acho que tenha feito mal em recusar o cumprimento de Carmona. Quando muito, num gesto de decência, explicaria a razão por que o fez. Isto porque todos estamos fartos de acusar os protagonistas da política-parti(d)(f)ária (fugiu-me o dedo para a verdade!!) de falta de seriedade, falsidade, de cinismo e hipocrisia por agirem no campo público dissimuladamente, com uma identidade projectada, que, em privado não corresponde ao seu real carácter, daí achar que as atitudes e identidades que se evidenciamou projectam publicamente pelos políticos devem corresponder à manifestação seu do real carácter. Assim, se dois políticos são incompatíveis no campo pessoal e privado (fora da projecção mediática) não devem tentar publicamente disfarçar ou sonegar esse facto. Se na vida extra-mediática, dois personagens nunca se cumprimentariam, porque o haveriam de fazer em frente às Câmaras de TV ?? para reforçar ainda mais a ideia já patente em muita gente de que "eles(os políticos) são todos iguais, são farinha do mesmo saco, insultam-se e criticam-se publicamente mas por detrás do público são todos uns amigalhaços" ??? (veja-se o caso de Jorge Coelho na recente entrevista à «Sàbado» em que confessava a grande amizade a Dias Loureiro, quantas pessoas sabiam disto e se o soubessem isso não influiria na avaliação das suas prestações públicas enquanto políticos ?? Não obstante entender que se deve usar de fair-play e destrinçar as diferenças pessoais das questões políticas e ideológicas, o certo é que muitas vezes a fronteira é ténue e, da diferença, depressa se chega ao insulto. Se somos pela verdade e contra a hipocrisia e o cinismo que o sejamos sempre, em todas as circunstâncias."

Comentário único : Cabe ao eleitorado avaliar os "conteúdos" e a "forma" dos "projectos" para Lisboa. O "carácter" dos candidatos passa a ter pública relevância apenas quando isso tem uma óbvia tradução política. É costume "pegar" em Carrilho pelo seu carácter e menos pelas suas ideias, tantas vezes obnubiladas pela "exteriorização" iconoclasta do seu autor. É um "estilo". Discutível, mas um "estilo". Porém, o mau-feitio ou a "falta de educação" não tornam essas ideias menos interessantes. A visibilidade que Carrilho anda a dar delas, é que, sim, me parece amplamente discutível. "Slogans" avulsos não fazem "um programa", por muito bonitinhos e "arejados" que sejam. Pelo que vi e ouvi, suspeito que o eleitorado não tenha conseguido "avaliar" nada depois daquele deplorável "debate" e das respectivas sequelas. Verdadeiramente nenhum deles, Carmona ou Carrilho, merece a Câmara Municipal de Lisboa.

LAMENTÁVEL...

João Gonçalves 16 Set 05

... a decisão de Jaime Gama sobre a admissibilidade da proposta referendária do PS e, consequentemente, de tomar por boa a extravagante ideia de se dar início a nova sessão legislativa, "albardada" à vontade do "dono". O "regime" continua alegremente a caminhar para o abismo à conta das trapalhadas dos seus "donos". Como pergunta hoje Vasco Pulido Valente no Público, e se o país "gostar" mesmo de alguém disposto a "varrer" isto?

LER

João Gonçalves 16 Set 05

Sobre a esquizofrenia "estética" - e não só - que grassa na campanha autárquica em Lisboa, este artigo de Eduardo Cintra Torres. E do José Adelino Maltez, "Os pilares da ponte do tédio que vão de nós para o outro", um belo título. Sobre outra coisa completamente diferente (ou talvez não), os "estereótipos", João Morgado Fernandes, "O Ponto G".

O REGRESSO À VACA FRIA - 3

João Gonçalves 16 Set 05

Ler, no Bloguítica, "A duração da sessão legislativa".

LISBOA

João Gonçalves 16 Set 05

O debate, na SIC Notícias, entre os dois candidatos - eleitoralmente verosímeis - ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Lisboa, deve ter contribuido para levar muitos munícipes a optar pelas outras três candidaturas "marginais" ou pela abstenção. As boas ideias de Carrilho são constantemente atropeladas pela sua agressividade que, em televisão, não me parece que lhe seja favorável. Tanto assim, quando Carmona Rodrigues consegue disfarçar, com uma eficácia razoável, as suas insuficiências e responsabilidades, quer pela "modéstia" no "trato", quer pela forma "enxuta" como responde. Carrilho, em vez de acentuar o seu "projecto" e a sua "diferença", prefere desdenhar e desqualificar o adversário com um "estilo chorrilheiro-chic" que poderá não ser propriamente do agrado "popular". Praticamente só falta a Carrilho chamar crápula a Carmona, coisa que esbarra com a imagem de "simpatia" que este parece disfrutar junto da opinião pública. Em suma, eu não ponho as mãos no fogo por nenhum deles. Em Carrilho aprecio a frontalidade, a ambição e a legítima vontade política, há muito expressa, de ser presidente da Câmara. Custa-me, no entanto, aceitar a "forma" como tudo isso sai cá para fora e a recorrente obsessão em tratar todos os outros como atrasados mentais (alguns até o serão, porventura). Carmona carrega, por seu lado, uma pesada cruz chamada Santana Lopes. E uma profunda pusilanimidade política que, bem espremida, lhe pode custar o cargo. Não nutro hoje por Carrilho o mesmo "entusiasmo" que senti quando ele avançou. Sinto que falta ali qualquer coisa e que há qualquer coisa a mais que não devia lá estar. E é essa "qualquer coisa" que, na hora da verdade, lhe poderá ser fatal.

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