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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"CONTRIBUINTES"

João Gonçalves 13 Set 05

Um clube de futebol, o Sporting, na qualidade de "contribuinte", foi recebido pelo Director Geral dos Impostos. Este "contribuinte", à semelhança de uns quantos bons milhares deles, tem em curso processos de execução fiscal que determinaram a penhora de bens. No caso, parece que se tratou de contas bancárias. O "contribuinte", não satisfeito e amplamente indignado, foi discutir o assunto directamente com o director-geral. Sugiro, pois, aos "contribuintes" que se encontram nas mesmas condições - mesmo que não sejam donos do "Entreposto" nem possuam rectângulos parecidos com estádios de futebol - que peçam encarecidamente uma audiência ao senhor director-geral. Acabem com as "filas" tropicais nas repartições de finanças. Se podem recorrer a Deus, por que é que hão-de contentar-se com os acólitos? Não somos todos "contribuintes"?

SOARES 1991-2005

João Gonçalves 13 Set 05

Por duas vezes, em poucos dias, M. Soares insistiu em lembrar a nação que Cavaco Silva, em 1991, "mandou" que se votasse na sua recandidatura. Dá esse estafado exemplo e, em contraste, recorda o tão amado jargão do "socialista, laico e republicano". O tempo não anda para trás, por muito que o candidato socialista toque essa tecla. A última coisa que Cavaco desejava, no início do ano de 1991, era a mínima perturbação no seu propósito de renovar, em Outubro, a maioria absoluta para poder continuar a governar. Não existiam "reparos" de maior a fazer a Soares "primeira versão" e o primeiro-ministro, pragmaticamente, disse que o PSD não apoiaria ninguém se o presidente se recandidatasse. Soares, ele sim, fez então o célebre "passeio pela avenida", com uma votação "albanesa". Nada disso se passa agora. Soares, "terceira versão", vem "pelo lado" da actual maioria parlamentar unipartidária e em mera resposta à sua vaidade pessoal e ao desconforto "presidencial" do secretário-geral do PS. Não é, ao contrário do que quer fazer parecer, um "presidente" retirado que se "recandidata" galhardamente a "bem da nação". É só alguém que gostaria de terminar a sua vida política activa como o grande unificador da "esquerda" portuguesa e, mais do que isso, como o seu "dono" exclusivo. A recorrência a "Cavaco 91" é mera demagogia velhaca, sem qualquer semelhança com o passado, utilizada apenas para tentar "atrair" o eleitorado tendencialmente predisposto a apoiar o ex-primeiro-ministro. Acontece que, a verificar-se, a candidatura presidencial de Cavaco Silva não será um "contra-projecto" para se opôr a Soares ou para o "impedir" do que quer que seja. Soares, por seu turno, surgiu e impôs-se como uma majestática "negativa". Em 91, Soares "estava" e não estava mal. Em 2005, "vem" por nada de extraordinária relevância "nacional". E isso não vale um voto.

LER...

João Gonçalves 13 Set 05

... esta cruelmente lúcida "leitura" de Vasco Lobo Xavier do "quid pro quo" Soares/Alegre/Sócrates.

DE FACTO...

João Gonçalves 13 Set 05

... este "editorial" da saudosa "Kapa", podia ter sido escrito agora.

UMA "IDEIA DE CIDADE"

João Gonçalves 13 Set 05

Tenho andado a evitar pensar nas eleições autárquicas. Voto em Lisboa, mas não me comove aquela treta de uma "ideia de cidade", tão cara a todas as candidaturas. Não sei o que isso é. Gosto de cidades tão distintas como Paris, Barcelona, o Porto, Istambul, Nova Iorque ou Marraquexe. Nunca me angustiei nelas à procura da respectiva "ideia". Bastam-me os sons, os cheiros, as ruas inesperadas, a deambulação sem sentido nem método, umas boas livrarias. As eleições autárquicas, entre nós, convocam inapelavelmente tudo o que existe de mais piroso nas cabeças dos candidatos. Até os mais "cosmopolitas" soçobram. Vem isto a propósito de Manuel Maria Carrilho. Como seu putativo eleitor, estou desiludido. Não compreendo a sua campanha pífia e presunçosa. Não entendo como é que alguém que tinha a Câmara à distância de uma mão, a pode eventualmente deixar perder por causa do seu autismo convencido. Carrilho não "vê" que a sua campanha não tem "exterior" e que "reenvia" constantemente para si própria. A sua "fala" sobre o "outro" não convence, por isso, ninguém. Até essa "dona-de-casa não desesperada" que é Maria José Nogueira Pinto, consegue ser mais "autêntica". Estou, pois, perplexo e verdadeiramente sem uma "ideia de cidade". O que vale é que, na hora de escolher, nos dão três papelinhos. O mais provável é que distribua o meu voto por três candidaturas diferentes. Nenhuma, juro, me dá uma "ideia" de jeito.

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