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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

É SÓ...

João Gonçalves 8 Set 05

...mais um "troncho".

A IMPLOSÃO

João Gonçalves 8 Set 05

Sonegado, com amizade, ao José Adelino Maltez, porque, na realidade, não há mais nada a dizer:

Em directo às 16 horas... depois de Katrina e dos incêndios.

Acabei de receber o seguinte mail: "Estou espantada com esta televisão a mostrar a entrada dos noivos para aquilo que se assemelha a um casamento de broncos, culpa da falta de desenvolvimento deste país, a todos os níveis! E nem paguei bilhete para o circo...Os engenheiros americanos e japoneses se soubessem que há a demolição de dois prédios a ser transmitida pela tv em directo riam-se...e depois perguntavam porquê... "

NADA DE NOVO

João Gonçalves 8 Set 05

Às "pinguinhas", a terceira candidatura de M. Soares vai revelando "apoios". E, em cada "apoio" divulgado, pressente-se a natureza "oficiosa" da dita. Como último avatar do "regime" - no sentido de o "deixar estar como está", evitando quaisquer rupturas saudáveis para o "desinfantilizar" e "desenvolver" - a "terceira via" soarista conta naturalmente com os seus mais lídimos representantes. Não podiam, por isso, faltar à chamada o arquitecto Siza Vieira e o Nobel Saramago. Vieira, cujas qualidades profissionais não vêm ao caso, é uma espécie de Duarte Pacheco do "regime" e a maior "vaca sagrada" da arquitectura "institucional" portuguesa. A estética "oficial" dos últimos anos, "transpira" Siza por todos os poros e o "lobby" Siza manda muito no círculo de pequenas vaidades e invejas que constitui o panorama geral da arquitectura lusíada . Ou seja, Sisa é muito mais "político" do que arquitecto, ou melhor, usa, com inteligência e manha, a arquitectura como elemento "político". Seria sempre de "presença obrigatória". Com Saramago não vale a pena perder muito tempo. Apesar do execrável feitio e da insuportável soberba, o país, em 1998, comoveu-se intensamente com a frivolidade do Prémio Nobel. E o homem convenceu-se, para a eternidade, que contava. Bajulá-lo, tornou-se numa parolice trivial e ele deixar-se bajular, numa agradável massagem ao ego. Nenhuma destas duas luminárias acrescenta nada ao que já se conhece da aventura de M. Soares. São, como o próprio M. Soares, apenas previsíveis. Ficam eventualmente bem sentados ao pé do "boneco articulado" do "regime", o andrógino José Castelo Branco. Nada de novo, portanto.

UM PAÍS IMPROVÁVEL

João Gonçalves 8 Set 05

De um modo geral, salienta o "Relatório do Desenvolvimento Humano 2005" do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ontem divulgado, os esforços proclamatórios exibidos na "Declaração do Milénio" de há cinco anos ("libertar os nossos semelhantes, homens, mulheres e crianças, das condições abjectas e desumanas da pobreza extrema") vão ter de esperar por melhores dias. Até os Estados Unidos, na 10ª posição da referida "lista", desceu dois lugares em relação a 2004 e está a braços com as consequências de uma catástrofe natural devastadora, muito "avaliada", pela esperteza saloia doméstica e internacional, "por causa" de George W. Bush. De acordo com o "índice mundial do desenvolvimento humano", constante daquele "relatório", "Portugal, que em 2004 ocupava a 26.ª posição na lista dos países mais desenvolvidos do Mundo, está agora classificado em 27.º lugar, atrás dos 12 estados que constituíam a União Europeia no período de 1986 a 1995". Até a Eslovénia já vai alegremente à nossa frente. Não é só o "mundo" que está mais perigoso e improvável. Somos também nós, na nossa endémica inconsciência, que constituimos um perigo para nós próprios como país improvável.

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