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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A FICÇÃO

João Gonçalves 27 Ago 05

É confrangedor, e digo isto para não ser indelicado, ver confirmadas pelo próprio as piores expectativas em relação à "autoridade nacional de combate aos incêndios florestais". De facto, o General Ferreira do Amaral, numa curtíssima entrevista ao Expresso, explica delicadamente a função ornamental da sua "autoridade". "Eu estou aqui para dar apoio moral", para "sensibilizar" e para "motivar", diz candidamente o General. Pelo meio, confessa que não tem nenhuma "estrutura" ou "meios" que ultrapassem um patamar meramente risível. Pelos vistos, o General só serve para "aparecer" e para dar umas pancadinhas nas costas aos comandantes de bombeiros e a estes, correndo, mesmo assim, o risco de se tornar num estorvo. O Estado, cujo crédito anda pelas ruas da amargura nesta matéria, permite e alimenta esta estranha ficção à qual nós apenas assistimos, impotentes e pagantes?

A MÃO ESQUERDA DE DEUS- 3

João Gonçalves 27 Ago 05

"Venho dar-lhe os parabéns pelo seu post "A Mão Esquerda de Deus - 2". Tenho seguido muito atentamente e com geral concordância aquilo que tem escrito sobre o momento político em Portugal, nomeadamente as presidenciais. (...) Sobretudo porque vem de alguém que, penso, partilhou a gloriosa aventura de apoiar o Dr. Soares em 1985 no tempo dos míseros 8%. Ainda que então muito jovem, lembro com orgulho o esforço então desenvolvido para"normalizar" o regime democrático, superando a tutela militar e derrotando as tendências estalinistas, revanchistas de direita e terceiro-mundistas (...). Trata-se agora, mais uma vez, de tentar voltar a "normalizar" o regime depois destes anos de despautério político (iniciados no consulado guterrista e continuados alegremente nos últimos anos). Primeiro provando que se pode eleger um Presidente não-socialista (o que já assume quase uma limitação dos direitos democráticos - certa gente fala como se esta hipótese fosse um crime lesa-democracia) Em segundo, eleger um Presidente que consiga assegurar parâmetros de acção e estabilidade governativas que incentivem as reformas de que o país precisa e que possa devolver a esperança aos portugueses. No actual cenário, esse Presidente só pode ser o Prof. Cavaco Silva."
(Nuno P.)

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