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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 17 Ago 05

... na Grande Loja, a quem se agradece a cooperação cívica, o artigo de Eduardo Cintra Torres a que aludi em post anterior. Há uns anos, num livro que recolhe textos seus, Pacheco Pereira perguntava - e cito de memória - "o que é que comunica a comunicação social" e falava da "mensagem/massagem". Esta reflexão sobre o papel dos media e a função jornalística - ambas não destacáveis, nem dos "interesses" do mercado, nem dos "interesses" dos governos e das máquinas partidárias que os suportam -, volta a estar em debate, depois da "crise" da frustrada "central de informação" do executivo anterior e da pulsão intervencionista, porventura mais subtil mas não menos preocupante, do actual poder socialista. Vale a pena, uma vez mais, a "blogosfera" estar atenta à evolução da saga "mensagem/massagem", não só por ela ser prometedora, mas sobretudo por poder vir a ser altamente comprometedora.

SERÁ....

João Gonçalves 17 Ago 05

... que o dr. Mário Soares também acha que a comunicação social, particularmente as televisões, não deve "amplificar" a extraordinária falta de recursos técnicos denunciada diariamente pelos corpos de bombeiros que não param de dar luta à criminalidade incendiária? Eu sugeria, por exemplo à Grande Loja - cujos "meios operacionais" são mais adequados do que os meus - que reproduzisse na íntegra o artigo de Eduardo Cintra Torres, "Estamos a governar mal? Então tomamos a TVI", publicado no Público do passado dia 14 e indisponível online.

A "SUPERIORIDADE MORAL" DO DR. SOARES

João Gonçalves 17 Ago 05

Deus sabe como eu sou "soarista". Ou seja, como eu me identifico com o princípio da liberdade que regeu toda a vida política de Mário Soares, com o seu inconformismo teimoso e com a sua concepção "dessacralizada" do poder. A sua bonomia "pseudo-conciliadora" - que resultou na horrível expressão do "presidente de todos os portugueses", tirada a Eanes e, pelos vistos, destinada a rápida recuperação na próxima campanha -, não deve, no entanto, distrair-nos da natureza nuclear do homem que se apresenta a candidato presidencial em 2006. Soares está plenamente convencido da sua condição de "dono" do regime. Como tal, reputa de indiscutível a sua "superioridade moral" sobre qualquer outro, sempre considerado por ele, com gentileza, como um subproduto meramente tolerável pelo facto de "isto" ser uma democracia. O argumentário que, apesar de ainda estar na famosa fase de "reflexão", utiliza para avançar contra Cavaco, é elucidativo desta forma sobranceira e paternalista como encara o futuro que não quer que, em nenhuma circunstância, lhe fuja da mãos. Nem para Cavaco, nem, muito menos, para Sócrates. Dizer que pretende evitar um "plebiscito" ou uma passeata triunfal pela Avenida da Liberdade é, no mínimo, risível. No limite, é um cumprimento indirecto a um Cavaco Silva que pode perfeitamente ser eleito presidente, não apenas por causa desta insuportável "superioridade moral", mas sobretudo apesar dela.



Adenda: Fica mal a um "príncipe da liberdade", como é Mário Soares, a mera sugestão de que a comunicação social anda a "amplificar" o "ruído social" e as indignações "corporativas", a que Soares chama de "interesses". Parece a história dos crocodilos na defunta União Soviética. Também voavam. Baixinho, mas voavam. Os jornalistas, segundo "Soares terceira versão", também podem "voar", sem excessos. Baixinho.

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