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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DAR A CARA

João Gonçalves 4 Ago 05

O país arde ao abandono e na sua secular solidão, aos olhos impotentes e incrédulos da populações. Em três anos consecutivos, as "estruturas" preventivas e de combate falharam. Estiveram separadas -bombeiros e protecção civil -, unidas e agora não se sabe bem como estão. Só se sabe que não estão bem e, não estando bem, não são eficazes. Em muitos casos, os "meios" nem sequer existem. Isto tudo tem uma tutela que falhou ao longo deste malfadado período. Por ser politicamente responsável perante as populações, o ministro da Administração Interna, que neste momento substitui o primeiro-ministro, deve, no mínimo, dar a cara. Nem que seja para não perder a face.

O "ESPLENDOR"

João Gonçalves 4 Ago 05

"Levantai hoje, de novo, o esplendor de Portugal..." Qual esplendor? Onde é que ele está?

"QUE FAREI QUANDO TUDO ARDE?"

João Gonçalves 4 Ago 05

Vale a pena ler este post desencantado do Paulo Gorjão e um outro "realista" do José Pacheco Pereira, também mencionado pelo Paulo. A recorrência a Sá de Miranda, pedido o verso emprestado num contexto diverso, manifesta a minha inquietação pelo estado de um país que arde fisica e eticamente há, pelo menos, quatro anos ininterruptos. O rádio do carro fala-me de trinta fogos e de cerca de três mil bombeiros exaustos no terreno. Os bonzos do regime - estes ou quaisquer outros - vivem noutro horizonte, encerrado em corredores estreitos, ambíguos e negocistas onde vale praticamente tudo menos o país. Não é por acaso que a "galáxia" Portugal Telecom está de novo na "moda" pelas piores razões. Ou a CGD. Ou um banco privado. Como lembra com amargura e graça um amigo meu, estamos sempre a esbarrar com "os nossos piolhosos, como dizia o incompreendido D. Carlos, quando as razões de Estado o obrigavam a trocar as putas de Paris por esta choldra ingovernável". Onde pára o dr. António Costa, uma das maiores decepções políticas deste governo e, supostamente, uma "mente brilhante"? Que faremos quando tudo arde?

EM LISBOA

João Gonçalves 4 Ago 05

Carmona Rodrigues anda a surpreender-me pela "positiva". É discreto e poupado no discurso. E, pelos vistos, não se deixa impressionar pela trituradora partidária, composta pelas inefáveis mediocridades da distrital de Lisboa do PSD. Estas criaturas, cuja única coisa que sabem fazer na vida é intrigar, querem "impôr" os "seus" vereadores aos nomes que Carmona entende serem os mais adequados para a gestão camarária. Aparentemente Carmona conseguirá ter a lista que escolheu - onde, para horror da "aparelhagem", existem demasiados "independentes" -, e "limpa" de más memórias. É justamente a "memória" o maior "calcanhar de Aquiles" do candidato. Existe uma imagem terrível de fiel servidor do caprichismo político de Santana Lopes que dificilmente se esfuma numas escassas semanas. Este passo em frente dado contra os lacaios do aparelho, revela, no entanto, alguma coragem cujo peso eleitoral é, neste momento, imprevisível. Carrilho tem em Carmona Rodrigues um adversário que não deve, por isso, ser subestimado com tiradas retóricas de efeito duvidoso. Sobretudo quando a "lista" socialista deixa muito a desejar, a começar logo no esquecível "número dois".

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