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portugal dos pequeninos

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DOIS LIVROS...

João Gonçalves 30 Jul 05

... de Pietro Citati, dos Livros Cotovia:

Israel e o Islão - As Centelhas de Deus e Ulisses e a Odisseia - A Mente Colorida


"A relação com Deus, tal como a conhecem hoje cristãos e muçulmanos, é de origem quase exclusivamente hebraica. Todos passámos pela Bíblia, pelo rosto múltiplo de Javé, pelos Salmos, por Job, pela leitura escrupulosa dos textos sagrados, pelo sonho do Messias, pela espera do fim dos tempos. Por isso, em primeiro lugar, cristãos e muçulmanos odiaram os hebreus. Odeia-se, sobretudo, os próprios pais e os próprios semelhantes. Os judeus ensinaram aos cristãos e aos muçulmanos uma ideia: que a cidade de Deus devia ser vivida aqui e agora, com um rigor absoluto, na pureza das leis e dos ritos. Nenhuma ideia é mais trágica; nenhuma causou mais desastres na história universal."

DANOS COLATERIAIS

João Gonçalves 30 Jul 05

Chegam ao fim, por causa da "vida material" e dos "interesses, O Comércio do Porto e A Capital, duas publicações que só subsistiam pela vontade espanhola em os manter a qual, aparentemente, acaba agora. A opinião que se publica fica mais pobre. A pública também.

"OTA É UM ERRO HISTÓRICO"

João Gonçalves 30 Jul 05

...para ler no suplemento de "Economia" do Expresso e, também, na Grande Loja. Também vale a pena este "Pinho rico" de Sérgio Figueiredo: "(...) O ministro Pinho justifica que, em quatro meses, um Governo não consegue realizar mais estudos. Está certo... Mas aprova um plano de 25 mil milhões!!!? Há duas coisas que Tavares [o ministro da Economia de Barroso]nunca percebeu da pátria que governou: que Portugal apenas precisa de ser um país normal; que isso só acontece com a simplificação. Ele só complicou. E este segue o mesmo caminho. Com um enorme inconveniente acrescido: não gosta de fazer contas."

NA MESMA

João Gonçalves 30 Jul 05

João Figueiredo, o secretário de Estado da Administração Pública, um "sobrevivente" à saída do ministro Campos e Cunha, afirmou no Parlamento que "em vez de haver auditorias a cada ministério separadamente, o Governo decidiu adoptar uma metodologia global de auditoria simultânea a todos os ministérios". Figueiredo, que é um homem da administração pública, com experiência e ainda por cima intelectualmente sério, já devia saber que a técnica mix anunciada é a melhor maneira de não se fazer nada. Uma "auditoria simultânea a todos os ministérios" - feita por quem (entidades públicas ou privadas) e com que metodologias? - parece-me qualquer coisa de inverosímil. A menos que se coloque um dos corpos de controlo do Estado, em exclusivo, a realizar a dita auditoria, ou se paguem milhares a uma empresa privada do "ramo". Salvo o devido respeito, julgo que anda por aí - e há bastante tempo - um Conselho Coordenador do Sistema de Controlo Interno da Administração Financeira do Estado (SCI), que inclui todas as inspecções sectoriais dos diversos ministérios, e que serve precisamente para avaliar, em permanência, o desempenho dos vários sectores, detectando anomalias e propondo ajustamentos. Passar a vida a "criar" ao lado do que já existe, outras coisas para fazer aquilo que justifica a actividade de controlo e avaliação do Estado, é apenas, como se costuma dizer, "bater no ceguinho". E é a maneira mais despachada de "fingir" que se está a mexer nalguma coisa para que o essencial fique na mesma.

DO "SPIN"

João Gonçalves 30 Jul 05

Por que razão o Diário de Notícias insiste em editar um "barómetro" sobre presidenciais em que Soares não figura, garantindo, por um lado, que a "direita é favorita nas presidenciais" e, por outro, que "os dados desta sondagem [surjem] desactualizados perante a realidade" que supostamente já inclui Soares? Qual é o interesse "noticioso" disto? O Paulo Gorjão, que percebe destas coisas de "spin", talvez nos consiga explicar.

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