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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LER OS OUTROS

João Gonçalves 25 Jul 05

Ele é tão suspeito como eu porque esteve nos dois MASP's e apoia Cavaco. Ele sabe mais do que eu, porque defrontou Soares enquanto "cabeça-de-lista" nas "europeias" de 1999. Ler, no Abrupto, a sequência (anunciada) de posts denominados "Candidaturas Presidenciais".

A BABOSEIRA DO DIA

João Gonçalves 25 Jul 05

De acordo com o previsto, as baboseiras por causa de Soares já começaram. Não falo só do mau-gosto dos que criticam a idade, sem perceberem que não é por aí. Nem tão-pouco dos que referem o "déjà vu" e a "incoerência", lembrando o solene "basta!" à actividade política, proferido na FIL em Dezembro último. Nunca existem renúncias definitivas e a verdadeira "política" precisa de alguma pantominice para sobreviver. Para além disso, os "teóricos" da candidatura do "velho leão", alguns deles meus amigos, têm o resto do Verão todo para preparar a explicação adequada, a ser dada no momento certo. Soares não vai partir para a sua derradeira aventura sem encerrar este incómodo capítulo do "basta". Mas, dizia, eu, as baboseiras estão na rua. António Mega Ferreira, o soba da Expo98 e actual mandatário (não se pode ter tudo) da dupla Soares-filho/Coelho para Sintra - se eu lá residisse, votava neles, e jamais num Seara relaxado -, falou em "golpe de estado constitucional" a propósito de existir uma séria possibilidade de um economista poder ocupar o Palácio de Belém. O seu lado "escritor" deve ter inspirado esta deliciosa boutade. Ninguém "governa" ou "orçamenta" a partir de Belém. Para esse peditório, uns dias melhor, outros dias pior, já demos em Fevereiro. Soares, como escrevi por causa do célebre aniversário, resolveu-nos o problema da liberdade. Cavaco, em Belém, pode ajudar-nos a tratar do problema da credibilidade. Sem "golpes" ou delírios "salvadores". É que, em matéria de "salvadores da pátria", depois de domingo, estamos conversados.

LIVROS

João Gonçalves 25 Jul 05

Felizmente há mais vida para além de Soares e Cavaco. Respira-se sempre melhor lendo. Ou relendo. Três sugestões:


De Miguel Sousa Tavares, Não te deixarei morrer, David Crockett, livro de crónicas e de "short-stories", reeditado pela Oficina do Livro, com outra "capa";

De Luiz Pacheco, o "clássico" Comunidade, da Contraponto;

De Donna Tartt, A História Secreta, de 1992, em boa hora "recuperado" pela Dom Quixote e pelo Círculo de Leitores.

ESTIMULANTE

João Gonçalves 25 Jul 05

Andam para aí umas almas penadas a afiançar que Cavaco está "inibido" e que não vai avançar com Soares na "corrida". Os "transversais" que costumam navegar entre o PSD e o PS e que apascentam algum "soarismo" - o meu "soarismo" não inclui qualquer tipo de temor reverencial por ninguém, mas apenas o respeito pela memória e pela história -, fazem parte desta "brigada" lúdica que não vai deixar de se manifestar (vão ver!) por Soares. Acontece que, desta vez, Soares não é o candidato do "centro". Vai tentá-lo, mas, salvo o devido respeito, o lugar já está ocupado. Podem, pois, ficar descansados que Cavaco Silva será oportunamente candidato, jamais em concordância com os "horários" dos outros. É ele quem está melhor "sintonizado" com os "tempos" do país, o "moderador e árbitro" a que aludia o ex-presidente da República. O dr. Soares, infelizmente, é um mero compagnon de route dos drs. Louçã, Drago, Rosas e Freitas do Amaral, apenas mais estimulante que qualquer um deles. É pouco e o pouco que é, não deixa de ser perturbador.

DA DUPLICIDADE

João Gonçalves 25 Jul 05

Ler no Bloguítica este post. Parece que, afinal, o eng. º Sócrates já andava para aí há um mês em "conversações" com Mário Soares, que incluíram um "jantar" com o dr. Coelho (quem não janta com o dr. Coelho, "leva"). No entanto, ia deixando "cair" que tinha uma conversa marcada com Alegre para o fim do mês e dava conta aos "próximos" que o poeta era viável como candidato. Vistas as coisas pelo lado "deles", portaram-se muito bem uns com os outros, dando-se a circunstância de serem amplamente "amigos". Talvez Manuel Alegre perceba finalmente o não-sentido do seu falhado "acto poético". Se há coisa que Soares e Sócrates não são decididamente em política, é poetas. E têm razão. Tal como a têm ao reafirmarem o velho princípio de que, em política, não existe lugar para a amizade ou para a gratidão. Alguém outro dia, a propósito de Carrilho, falou em "deficiências de carácter". Eu gosto mais de "duplicidade". Por que é que Manuel Alegre não nos faz o favor de explicar - poetica ou politicamente - o conceito, pelos vistos tão em voga no PS e no governo?

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