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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 9 Jul 05

No Diário de Notícias, o artigo de Ruben de Carvalho, Informação e Sobriedade, sobre a forma contida como os media britânicos trataram os atentados de Londres, contrastando com registo histérico-palavroso dos nossos "correspondentes" e "especialistas". E Medeiros Ferreira no Bicho Carpinteiro, De novo as ideologias? Por outro lado, não vejo ninguém deveras preocupado em perseguir seriamente os verdadeiros actos de terrorismo nacional que consistem em atear incêndios. Este é um problema político e não apenas de bombeiros.

SALDOS

João Gonçalves 9 Jul 05

A "época de saldos" que constitui a aventura presidencial no PS, conheceu esta semana três momentos divertidos. Tudo começou com uma entrevista de Manuel Alegre ao Jornal de Letras. Aí Alegre assegurou que ele, "o poeta", estaria "disponível" para a "aventura" (a presidencial) e até mesmo "tentado" por ela, contrariamente ao "político". De "invadido pela história" no ano passado, aquando da sua frustrada candidatura a líder do partido, Alegre sente-se agora "tentado" pela mesma, embora na suave condição de bardo. Pegando nesta sublime confissão, Eduardo Prado Coelho foi mais longe. Elegeu Alegre "o candidato da esquerda" e, num acesso verdadeiramente místico, não hesitou em ver nele "o primeiro presidente na era da globalização". No mesmo dia, João Soares, também conhecido pela sua profunda imaginação política, encarou com bons olhos a hipótese de Freitas do Amaral vir a ter o apoio do PS para Belém. Eu ainda sou do tempo em que o Partido Socialista, por estas alturas, ou seja, a sensivelmente meio ano de distância das eleições presidenciais, já tinha candidato e, por sinal, vitorioso. Foi assim em 76 e 80 com Eanes. Soares "apareceu" em Julho de 85 contra o referido Freitas. E Sampaio "consagrou-se" candidato em Julho de 95, nos Jerónimos. Depois da debandada final dos "desejados" Guterres e Vitorino, estes floreados em torno de nomes recorrentes para 2006 tornam ainda mais grotesco o "processo". O PS, pelos vistos, já só pensa em tentar não perder completamente a face. Quanto ao resto, trata-se de saber, com Alegre, Freitas ou outro qualquer, qual é a percentagem menos humilhante para um partido no governo e com uma maioria absoluta no Parlamento. Tal como Cavaco Silva em 91 ordenou ao partido que não se mexesse se Soares se recandidatasse (Cavaco queria continuar a governar, com maioria e tranquilamente, depois das eleições de Outubro), o PS no governo podia dizer às suas hostes para não disparatarem tanto perante o putativo avanço de Cavaco. Nem que fosse para acabar de vez com os "saldos".

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