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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LER...

João Gonçalves 31 Jul 05

... o Francisco José Viegas, Vencidos da Vida.

A MALDIÇÃO

João Gonçalves 31 Jul 05

Dei-me ao trabalho de ler a entrevista que Santana Lopes concedeu à revista Única do Expresso. Pode ser lida de trás para a frente, ou vice-versa, que o efeito é o mesmo. Tal como Lopes é o mesmo. Espremida, não vagueia por ali o que quer que seja de "ideia" ou de "projecto" políticos. É apenas um retrato menor de um ressabiado ex-futuro candidato a tudo e mais alguma coisa, arvorado agora em "patrulha" circunstancial de Soares contra Cavaco, com a "lebre" Marcelo estrategicamente colocada no meio. O resto são pequenos exercícios de vaidade saloia -"sou o político português com mais citações na Net" - ou de sublime provincianismo - veio directamente de uma reunião com Bush e Annan para Benfica, para estar uma hora com a antiga professora primária. No entanto, ele quer voltar a tropeçar na "história" que, assevera, lhe foi madrasta. Com um pouco mais de juízo e com o seu inegável talento político, Santana Lopes podia ser o que quisesse. Acontece que, nele, raramente o juízo e o talento coincidem. Essa é a sua maldição.

COMEÇAR DE NOVO

João Gonçalves 31 Jul 05

Há uns bons posts atrás que o meu "entusiasmo" pelo governo esmoreceu. Não que eu esperasse do PS ou de Sócrates milagres ou redenções. De todo. Sobre isso, tenho tantas ilusões como no amor ou no sexo. Apesar da melancolia com que encaro o "futuro", continuo a não encontrar melhor do que Sócrates, o que quer dizer praticamente tudo. Assusta-me a displicência com que ele anda para aí a "disparar" com milhões para isto e para aquilo, ao lado da sua "Mona Lisa" Pinho. Agora voltou a saga da "internet". Onde o dr. Barroso tinha o "Portugal em Acção", o eng.º Sócrates anunciou que vai "Ligar Portugal". Este chavão faz parte do "pacote" do famoso "plano tecnológico" (ex-"choque") e destina-se infalivelmente a "modernizar-nos". Quantas vezes, meu Deus, ah quantas, desde o século XIX, para não andar mais para trás, já fomos "modernizados"? Este conhecido fôlego do "tomem lá disto que depois logo se vê", tem deixado um lastro terrível nas nossas instituições e na nossa sociedade. O recrutamento para a eterna função "modernizadora" arrasta consigo um sem número de luminárias e de "chicos espertos" que o Estado suporta e paga sem que, a final, a contrapartida seja evidente. Com o seu sorriso evangélico, Guterres, há coisa de apenas cinco anos, também nos ia "mudar", desde a idade do bibe, através da "internet". Depois veio o dr. Barroso e o "e-government" do dr. Vasconcelos, com direito a uma "estrutura de missão" e tudo, sumariamente removido pelo PS. Pelos vistos, não chegou. Foi preciso emergir Sócrates e, a partir de Aveiro, com pompa e circunstância, começar tudo de novo.

DOIS LIVROS...

João Gonçalves 30 Jul 05

... de Pietro Citati, dos Livros Cotovia:

Israel e o Islão - As Centelhas de Deus e Ulisses e a Odisseia - A Mente Colorida


"A relação com Deus, tal como a conhecem hoje cristãos e muçulmanos, é de origem quase exclusivamente hebraica. Todos passámos pela Bíblia, pelo rosto múltiplo de Javé, pelos Salmos, por Job, pela leitura escrupulosa dos textos sagrados, pelo sonho do Messias, pela espera do fim dos tempos. Por isso, em primeiro lugar, cristãos e muçulmanos odiaram os hebreus. Odeia-se, sobretudo, os próprios pais e os próprios semelhantes. Os judeus ensinaram aos cristãos e aos muçulmanos uma ideia: que a cidade de Deus devia ser vivida aqui e agora, com um rigor absoluto, na pureza das leis e dos ritos. Nenhuma ideia é mais trágica; nenhuma causou mais desastres na história universal."

DANOS COLATERIAIS

João Gonçalves 30 Jul 05

Chegam ao fim, por causa da "vida material" e dos "interesses, O Comércio do Porto e A Capital, duas publicações que só subsistiam pela vontade espanhola em os manter a qual, aparentemente, acaba agora. A opinião que se publica fica mais pobre. A pública também.

"OTA É UM ERRO HISTÓRICO"

João Gonçalves 30 Jul 05

...para ler no suplemento de "Economia" do Expresso e, também, na Grande Loja. Também vale a pena este "Pinho rico" de Sérgio Figueiredo: "(...) O ministro Pinho justifica que, em quatro meses, um Governo não consegue realizar mais estudos. Está certo... Mas aprova um plano de 25 mil milhões!!!? Há duas coisas que Tavares [o ministro da Economia de Barroso]nunca percebeu da pátria que governou: que Portugal apenas precisa de ser um país normal; que isso só acontece com a simplificação. Ele só complicou. E este segue o mesmo caminho. Com um enorme inconveniente acrescido: não gosta de fazer contas."

NA MESMA

João Gonçalves 30 Jul 05

João Figueiredo, o secretário de Estado da Administração Pública, um "sobrevivente" à saída do ministro Campos e Cunha, afirmou no Parlamento que "em vez de haver auditorias a cada ministério separadamente, o Governo decidiu adoptar uma metodologia global de auditoria simultânea a todos os ministérios". Figueiredo, que é um homem da administração pública, com experiência e ainda por cima intelectualmente sério, já devia saber que a técnica mix anunciada é a melhor maneira de não se fazer nada. Uma "auditoria simultânea a todos os ministérios" - feita por quem (entidades públicas ou privadas) e com que metodologias? - parece-me qualquer coisa de inverosímil. A menos que se coloque um dos corpos de controlo do Estado, em exclusivo, a realizar a dita auditoria, ou se paguem milhares a uma empresa privada do "ramo". Salvo o devido respeito, julgo que anda por aí - e há bastante tempo - um Conselho Coordenador do Sistema de Controlo Interno da Administração Financeira do Estado (SCI), que inclui todas as inspecções sectoriais dos diversos ministérios, e que serve precisamente para avaliar, em permanência, o desempenho dos vários sectores, detectando anomalias e propondo ajustamentos. Passar a vida a "criar" ao lado do que já existe, outras coisas para fazer aquilo que justifica a actividade de controlo e avaliação do Estado, é apenas, como se costuma dizer, "bater no ceguinho". E é a maneira mais despachada de "fingir" que se está a mexer nalguma coisa para que o essencial fique na mesma.

DO "SPIN"

João Gonçalves 30 Jul 05

Por que razão o Diário de Notícias insiste em editar um "barómetro" sobre presidenciais em que Soares não figura, garantindo, por um lado, que a "direita é favorita nas presidenciais" e, por outro, que "os dados desta sondagem [surjem] desactualizados perante a realidade" que supostamente já inclui Soares? Qual é o interesse "noticioso" disto? O Paulo Gorjão, que percebe destas coisas de "spin", talvez nos consiga explicar.

NA GRANDE LOJA....

João Gonçalves 29 Jul 05

... estas "memória(s)".

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