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portugal dos pequeninos

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UMA SUGESTÃO

João Gonçalves 2 Jun 05

É provável que neste momento esteja diminuída a credibilidade dos actuais líderes europeus para explicarem aos cidadãos que a resposta aos seus medos está precisamente numa União Europeia mais forte e mais coesa. Quem disse isto chama-se Cavaco Silva e é insuspeito de ser negativo face ao Tratado constitucional. E disse mais. Suspenda-se o processo de ratificação, faça-se uma pausa e reflicta-se, sugeriu. No pântano que, apenas com três meses de uma nova "desesperada esperança", por motivos diversos, se está a instalar mansamente na vida pública portuguesa - e a Europa "é" vida pública portuguesa -, Cavaco Silva emerge cada vez mais como uma voz serena a quem deve ser dada atenção sem os triviais preconceitos imbecis.

O "LADO BOM" DO VOTO

João Gonçalves 2 Jun 05

MASSAAL 'NEE'
Mais de 60 por cento do eleitorado holandês rejeitou o Tratado constitucional. Há por aí muito "povo europeu" tranquilamente a mostrar aos seus dirigentes que não simpatiza com uma Europa feita nas suas costas, querendo contudo "continuar" europeu. Era corrente que o Tratado seria aprovado no Parlamento holandês por uma confortável maioria. Saibam, por isso, os chefes de Estado e de governo, bem como o inefável dr. Barroso, "ler" o que está por detrás desta mensagem eminentemente democrática. Este é o "lado bom" do voto. E o lado "bom" do voto não é tanto o dizer "não" como exprimir civilizada e maioritariamente uma vontade de participação, num ou no outro sentido. Sem tentativas pueris de confundir o eleitorado. Tenho pena que, no meu país, seja preciso recorrer à esperteza saloia para fazer o referendo. Entre nós, o conhecimento e a informação sobre matérias europeias resume-se, na prática, a uma reles mercearia da pedincha. Veja-se a intervenção de Freitas do Amaral no Parlamento acerca de um grotesco "bater-o-pé" por causa dos "fundos". Tudo o resto - um resto que é verdadeiramente tudo - nos passa vergonhosamente ao lado, em nome e por causa de uma incompreensível retórica oficial. O "albergue espanhol", defensor do "sim" português e alegadamente "consensual", apenas suspira para que tudo continue assim.

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