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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

TRABALHO DE CASA

João Gonçalves 31 Mai 05

José Medeiros Ferreira, na sequência do referendo francês e das reacções oficiais portuguesas, explica sucintamente qual é o bom "trabalho de casa" para os próximos tempos.

LER...

João Gonçalves 31 Mai 05

... no Nova Frente, A Palavra e a Mentira. E continuar a ler e a contribuir para o Despesa Pública, salvo seja.

POR QUE...

João Gonçalves 31 Mai 05

... é que o Senhor Presidente da República não dá o exemplo do seu "espírito patriótico" poupando uns milhares de euros nas patéticas comemorações do 10 de Junho, que deslocam o "país oficial" todinho para Guimarães?

A FRENTE DA RECUSA...

João Gonçalves 31 Mai 05

... francesa. Para ler no Le Monde.

La France de 2005 présente donc tous les signes d'une angoisse sociale majeure. Car ce n'est pas seulement un rejet des institutions européennes qui s'est exprimé. C'est aussi la peur que font peser sur chacun le chômage et la mondialisation. Et la profonde défiance des électeurs à l'égard de leurs représentants politiques (...) Mais le ralliement majoritaire à un vote protestataire s'accompagne d'un nouveau phénomène, qui est aussi un enjeu pour l'ensemble des partis de gouvernement : la forte défiance des jeunes générations. Comme en 1992, les plus de 65 ans ont voté oui, dimanche. Mais toutes les autres tranches d'âge de la population ont voté non. Le traité a ainsi été rejeté par 59 % des Français ayant entre 18 et 24 ans, mais aussi, dans la même proportion, chez les 25-34 ans. C'est pourtant chez les 35-49 ans que le non atteint son plus haut niveau (65 %). Il y a treize ans, cette génération-là, alors âgée de 22 à 36 ans, avait voté à 52 % pour Maastricht.

Vejam lá se, por cá, conseguem perceber.

SETE PALMOS DE TERRA

João Gonçalves 31 Mai 05

O estado geral da pátria - aquele em que já nos encontrávamos e aquele que o governo prepara - só é aceitável para crentes. Como ensina a Igreja e recomenda o ex-cardeal Ratzinger, a verdadeira vida é a eterna. O resto não passa de uma sucessão de episódios e de equívocos sem importância. Acontece que, apesar das suas amplas distracções, Deus não dorme. Não fosse a bovinidade uma característica geral da raça, e quiçá o referendo sobre a Constituição europeia poderia tornar-se em algo parecido com o que aconteceu em França ou com o que acontecerá amanhã na Holanda. O verão, porém, amolece os corações e dá folga à carteira. O empadão "referendo-autárquicas" fará o resto. Os portugueses só deverão perceber lá mais para diante que já estão "sete palmos de terra" abaixo do razoável. De qualquer forma, não existe vida eterna para quem não acredita.

MELANCOLIA PRESIDENCIAL

João Gonçalves 31 Mai 05

Por causa da "concertação social", esse mito inventado, salvo erro, nos tempos do "bloco central", o sr. Presidente da República apelou ao ethos patriótico dos trabalhadores e dos patrões, em particular, e de todos nós, de uma maneira geral. Sampaio, que não se quis meter demasiadamente na primeira versão do "filme" do défice, protagonizada estoicamente por Manuela Ferreira Leite - nessa altura, é bom lembrar, "havia mais vida para além" dele -, decidiu agora acudir aos trabalhos de Sócrates nesta remake colorida do mesmo filme. Tirando Sampaio que, para sua felicidade, vive consoladamente em estado permanente de utopia, suspeito que o apelo ao patriotismo não surta grande efeito. As coisas foram longe demais para que alguém esteja disposto, de ânimo leve, a abdicar da sua vida "videirinha". Sobretudo quando se olha para os últimos três anos e se recorda que, afinal, a montanha nem sequer chegou a parir um rato. Como disse Vasco Pulido Valente, este pathos converteu-se numa "anarquia mansa" na qual verdadeiramente nada nem ninguém é levado excessivamente a sério. Compreendo, por isso, a melancolia presidencial. Ao fim de dois mandatos, Jorge Sampaio não conseguiu entender o país que o elegeu.

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