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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ANATOMIA DO "MONSTRO" - 6

João Gonçalves 27 Mai 05

De António Alvim, esta "lembrança": Investigue-se os valores pagos em "outsourcing" às empresas de segurança dos centros de saúde e suas extensões, e hospitais. O mesmo para as empresas de limpeza. O mesmo referente às escolas. Na realidade, existem centenas de organismos públicos apetrechados com verdadeiros batalhões de "seguranças". A mais nuns lados, a menos em outros. Estes contratos têm custos elevados (eu sei do que falo porque, em ponto "pequeno", e em nome de um teatro nacional, subscrevi alguns) e seria interessante auditar, na razão custo/benefício, alguns deles.

ANATOMIA DO "MONSTRO" - 5

João Gonçalves 27 Mai 05

Via Reformista, de António Alvim, e não só: as trapalhadas com a colocação dos professores em que estiveram envolvidos David Justino, Abílio Morgado e Maria do Carmo Seabra, como responsáveis políticos da defunta coligação pela área da Educação, custaram ao erário público cerca de 20 milhões de euros. É, afinal, uma obra.

APRENDAM!

João Gonçalves 27 Mai 05

Questionado por que razão o governo holandês, à semelhança de Jacques Chirac, não faz um apelo ao voto no "sim" no referendo da próxima semana, o primeiro-ministro holandês explicou que os holandeses preferem o debate de ideias às declarações de voto. Aprendam!

DEPOIS DO "NÃO"

João Gonçalves 27 Mai 05



A dois dias do referendo em França, importa recensear alguma coisa que possamos aproveitar para o "day after" e, sobretudo, para nós. No Sítio do Não Francês convém ler este "Não da Esperança" de alguém que participou na redacção do tratado constitucional e da Carta dos Direitos Fundamentais e que é presidente da Comissão Económica e Monetária do Parlamento Europeu. É insuspeito: é membro do Partido Socialista Francês. Das razões apresentadas, traduzo (livremente) as que me parecem mais pertinentes para o "nosso" debate.
Os chefes de Estado e de Governo:
- suprimiram do texto final da Constituição a exigência de transparência que a Convenção pretendia impôr aos trabalhos do Conselho;
- não eliminaram a referência à "herança religiosa" e simultaneamente desvalorizaram o papel da Carta dos Direitos Fundamentais;
- retiraram da Constituição os tímidos avanços obtidos na Convenção na luta contra os "paraísos fiscais";
- retiraram os poderes do Parlamento Europeu em matéria de negociação do orçamento;
- consagraram uma Europa estilo "barco ébrio"/"bateau ivre", sem bússola nem farol que a oriente;
- não podem esperar a adesão a um texto que Tony Blair "venderá" aos ingleses sob o lema "isto-não-muda-nada";
- consagraram ligeiras correcções em relação a Nice, porém sem cuidarem de um projecto que faça avançar a Europa.
E conclui: "Depois do "não" francês, os europeístas sinceros, aqueles com os quais queremos ir em frente, deverão despir-se de preconceitos. E poderão fazê-lo a partir da dinâmica que será criada pelo "não" francês e no sentido de se relançar o projecto europeu, por forma a que a Europa possa funcionar sobre uma outra sustentação que não a do Tratado de Nice".

SIGILOS

João Gonçalves 27 Mai 05

Quando se ouviu falar em quebra do "sigilo fiscal", toda a gente acenou gravemente com a cabeça em sinal de concordância. Na SIC, o sr. ministro Campos e Cunha esclareceu que vamos ser salvos a prestações até sensivelmente 2008. E falou da questão do "sigilo fiscal" como uma das formas de combater o défice, particularmente destinada a "envergonhar" e a "embaraçar" o falso declarante perante o seu vizinho.No entanto, o sr. ministro omitiu quais seriam as consequências jurídico-fiscais a retirar da exposição e do opróbio públicos. Pôr o jornal 24 Horas a vender mais exemplares? Excitar a inveja e o ressentimento, duas das mais doces características portuguesas? Consultar pornografia fiscal na internet? Parece-me que foi lançada, certamente com a melhor das intenções, uma peneira para tapar o sol. A partir de 1 de Julho, com a entrada em vigor da nova taxa do IVA, a fuga fiscal vai aumentar. Os dos rendimentos superiores a 60 mil euros anos também farão tudo para declarar diferente. E por aí fora. Talvez o senhor ministro quisesse dizer "sigilo bancário" lá onde escreveu "sigilo fiscal". Só a quebra legitimada do primeiro pode ser de alguma utilidade cidadã. O vouyerismo fiscal assim anunciado não resolve problema nenhum nem envergonha ninguém, muito menos num país onde já quase toda a gente perdeu a vergonha há muito tempo.

ANATOMIA DO "MONSTRO" - 4

João Gonçalves 27 Mai 05

Do leitor Armando Esteves Fonseca, uma "achega" para a anatomia do "monstro". Aproveito para continuar a "desafiar" quem quiser, desde que devidamente identificado, para dar testemunho de algum "tentáculo" - pequeno ou grande - que seja do seu conhecimento. Prometo que, no final, mando tudo para o e-mail dos ministros responsáveis pelo sector em causa. Vamos "ajudar" o governo nas tais "auditorias trimestrais" a todos os ministérios, não vá ele esquecer-se de as fazer.


Abre-se uma "Casa da Cultura", iniciativa de louvar numa cidade de estudantes, com tão poucas salas de leitura e de estudo. Esperar-se-ia um local publico (da responsabilidade da Autarquia) virado para o utente. Desengane-se o utente: o local é agradável, está razoavelmente equipado mas, o utente logo se apercebe que mais importante que servir bem é criar um numero razoável depostos de trabalho, mesmo que inúteis e sem racionalidade. Assim, observa-se 2 ou 3 funcionários na recepção e bengaleiro, outro para fornecer os filmes DVD alugados, 3 ou 4 para atender o cliente (quando houver disponibilidade) relativamente à requisição de livros ou admissão na sala de leitura, 1 ou 2 funcionários para distribuir as pessoas na sala de leitura (tarefa complexa e de grande responsabilidade), mais um para as fotocópias e outro para fornecer os diários da républica requisitados. Sentamo-nos finalmente, espantados com tamanha organização. Mas desengane-se o utente: que uma das funcionárias tem também a tarefa desgastante de todos os dias cerca das 12h 25 minutos e das 18h20 ou 25 minutos (consoante a pressa nesse dia) dizer em voz alta bema udível, em toda a sala de leitura: Vamos fechar! Caramba que ainda nem há 2 horas entráramos e só agora nos estávamos precisamente a concentrar e a render o trabalho. Refira-se que a casa abre às 10 horas e encerra aos sábados às 16horas, aos domingos e feriados. Entretanto parece que noutros países Europeus existem Bibliotecas e salas de estudo abertas desde as 9 horas às 23 horas, sem encerrar para o almoço, e abertas ao fim de semana. Não têm é tantos funcionários!

ANATOMIA DO "MONSTRO" - 3

João Gonçalves 27 Mai 05

Do "colega blogueiro"/leitor António Duarte, este contributo para a anatomia do "monstro":

Metade do Caminho...

Portugal prepara-se para gastar em 2005 :
Juros Bonificados para habitação : 400 milhões de Euros.
Formação Profissional : 900 Milhões de Euros.

Pagamento às SCUTS em 2005 : 400 Milhões de Euros.As taxas de juros hoje, não justificam hoje, a manutenção de um encargo tão elevado para o Estado. Mas mais grave é alguém conseguir explicar como pode o Estado português gastar 900 Milhões de Euros em formação profissional, quando todos os dias, ouvimos, que o nosso problema é a falta de qualificação dos nossos trabalhadores. No que às SCUTS diz respeito, que sentido faz insistir num modelo que daqui para à frente será cada vez mais oneroso.Estão aqui, grosso modo, 1,7 mil milhões de euros. Metade da despesa pública que Campos e Cunha, quer que em 2008, não exista. Basta querer.
Nota : Dados transmitidos por Medina Carreira numa entrevista hoje à SIC Notícias.

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