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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

SEM REFERENDO

João Gonçalves 4 Mai 05

A enjoativa novela do aborto teve um provisório ponto final na decisão recente de Jorge Sampaio em não convocar um referendo. Ao pretender dar um "passo maior que a perna", o PS embrulhou-se de tal forma nas suas "posições" (?) que acabou dando de bandeja os melhores argumentos aos verdadeiros adversários de uma solução equitativa para o problema. Não contente com isso, já anunciou a mesma "prioridade" para o início da próxima sessão legislativa, em Setembro. Começo a pensar se não seria melhor que a questão fosse resolvida no Parlamento, apesar da boa ideia do propósito de devolver, de novo, a "voz" ao "povo" para ver se, desta vez e pela mesma forma, este "emendava" a mão. Enquanto "o pau vai e vem", seria no entanto bom promover as condições técnicas e humanas que permitissem aplicar, nos sítios adequados, a legislação em vigor e não andar permanentemente a correr atrás do aborto quase como se ele fosse um meio "natural" de controlo da natalidade. Este tema, como "bandeira política" rebarbativa, tem o condão de afastar muita gente de uma causa perfeitamente justa. Para já, o gongorismo jurídico e trapalhão do infeliz líder parlamentar do PS - que até faz o favor de "compreender" o Presidente da República - deu este resultado. Se e quando o próximo PR convocar um referendo, já estaremos todos razoavelmente cansados. E aí é de esperar, de novo, o pior, conforme as perspectivas.

O TEMPO DAS CEREJAS

João Gonçalves 4 Mai 05

Quand nous en serons au temps des cerises
Et gai rossignol et merle moqueur
Seront tous en fête
Les belles auront la folie en tête
Et les amoureux du soleil au cœur
Quand nous chanterons le temps des cerises
Sifflera bien mieux le merle moqueur

Mais il est bien court le temps des cerises
Où l'on s'en va deux cueillir en rêvant
Des pendants d'oreilles
Cerises d'amour aux robes pareilles
Tombant sous la feuille en gouttes de sang
Mais il est bien court le temps des cerises
Pendants de corail qu'on cueille en rêvant

Quand vous en serez au temps des cerises
Si vous avez peur des chagrins d'amour
Evitez les belles
Moi qui ne crains pas les peines cruelles
Je ne vivrai pas sans souffrir un jour
Quand vous en serez au temps des cerises
Vous aurez aussi des chagrins d'amour

J'aimerai toujours le temps des cerises
C'est de ce temps-là que je garde au cœur
Une plaie ouverte
Et Dame Fortune, en m'étant offerte
Ne saura jamais calmer ma douleur
J'aimerai toujours le temps des cerises
Et le souvenir que je garde au cœur

Jean-Baptiste Clément

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