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portugal dos pequeninos

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C' EST TOUT

João Gonçalves 17 Abr 05

Vous y allez tout droit à la solitude.
Moi,non, j'ai les livres.

Silence, et puis

Je me sens perdue.
Mort c'est équivalent.
C'est terrifiant.
Je n'ai plus envie de faire l'effort.
Je ne pense à personne.
C'est terminé le reste..
Vous aussi.
Je suis seule.

(...)

Quelle est ma vérité à moi?
Si tu la connais, dis-la-moi.


Je suis perdue.


Regarde-moi.


Je crois que c'est terminé.Que ma
vie c'est fini.
Je ne suis plus rien.
Je suis devenue complétement
effrayante.
Je ne tiens plus ensemble.
Viens vite.
Je n'ai plus de bouche, plus de visage.


Marguerite Duras

LIMITAÇÕES

João Gonçalves 17 Abr 05

Recomendo os artigos de António Barreto e de Mário Mesquita no Público de hoje. No essencial, constituem uma visão crítica do dispositivo legal aprovado pelo governo acerca da limitação de mandatos políticos. A utilização da via legislativa - administrativa e burocrática - para resolver questões inerentes à cultura política democrática, é uma suave perversão das coisas e, curiosamente, uma manifestação "politicamente correcta" de populismo. Não há ninguém, desde o motorista de táxi à mulher-a-dias, que não rebole de gozo perante a possibilidade de se "humilhar" um qualquer eleito, mesmo que tivesse sido eleito por eles. Como sublinha Barreto, parece que a democracia, afinal, desconfia de si própria. Quem se ri disto tudo são os mesmos poderes fácticos de sempre, aqueles que muito mandam, que pouco ou nada devem ao escrutínio da cidadania e que se "auto-perpetuam". Esta "pedagogia" demagógica da limitação de mandatos é mais um sinal de que a nossa democracia, na sua 31º hora, continua, em muitos aspectos, imatura. O mesmo se passa com a remuneração dos titulares dos cargos políticos. Parece preferível ao "legislador" não aumentar os vencimentos dos detentores de cargos políticos, para não desagradar ao "povo", do que evitar ter de os recrutar nos "aparelhos" medíocres onde cresceram sem nunca terem feito mais nada, sobrevivendo à custa de ligações, de "amiguismos" e de interesses comprometedores. Quem quer democracia com qualidade tem de a pagar. Limitar no tempo alguns mandatos políticos, conquistados legitimamente nas urnas, a partir da secretaria, ou ter medo de aumentar os vencimentos dos "políticos" por causa da populaça, são aspectos que revelam uma limitação mais profunda. A falta de uma cultura democrática sólida que se sobreponha à tentação normalizadora e oportunista do primeiro "legislador" anónimo de serviço.

Adenda: Acerca de "perpetuações" vs. "limitações", leia-se este "post" de José Adelino Maltez, por exemplo.

A CASA II

João Gonçalves 17 Abr 05

Neste blogue encontramos uma "petição" em prol da área envolvente da Casa da Música. É de pública subscrição e cheguei lá pelo Crítico. Para além das entidades ali mencionadas a quem a "petição" é primeiramente dirigida, eu atrevo-me a recomendar que se junte Manuel Dias Loureiro, coordenador autárquico do PSD e administrador - julgo que não executivo ou coisa parecida - no Grupo BPN, alguém cuja "influência" em ambas as "sociedades" que contam - a política e a civil - é perfeitamente conhecida. Por outro lado, é daquelas personagens que conseguem sempre fazer "pontes" curiosas em matéria de "interesses", tipo "bloco central", o que, para o efeito, interessa. Por exemplo, a Couto dos Santos ou a Artur Santos Silva não deve ser difícil trocar umas "palavrinhas" com ele.

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