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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O MEGALÓMANO

João Gonçalves 1 Abr 05

Segundo os jornais, Durão Barroso passou por cá um dia destes e deixou "cair" esta pérola: "o meu trabalho é o mais difícil do mundo". A megalomania deste rapaz aparentemente só tem o céu como limite. Não apenas por causa dele, naturalmente, mas muito por causa de muitos como ele, o "não" ao tratado constitucional europeu vai fazendo o seu caminho em França. De facto, o mundo fica bem mais díficil com o "trabalho" de políticos "modestos" como Barroso. Depois não se queixem.

O EVANGELISTA

João Gonçalves 1 Abr 05

Depois de um célebre "retrato" de António Guterres feito por António Barreto há uns anos, numa das suas crónicas do Público, Adelino Cunha, em O Independente, mostra-nos o "lado político-espiritual" da criatura, ou, na expressão do autor, "a ascensão de um menino do coro" que quer dedicar-se agora aos refugiados: "A história de Guterres na Mocidade Portuguesa". Afinal, existem sempre várias oportunidades para causar primeiras ou segundas "boas impressões".

REGRESSÁMOS...

João Gonçalves 1 Abr 05

... ao "Portugal dos Pequeninos".

CONVERSA DA TRETA

João Gonçalves 1 Abr 05

Estão em curso umas patuscas reuniões "de alto nível" aparentemente destinadas a resolver a ocupação dos cargos dirigentes na administração pública. A coisa oscila entre a nomeação "política" e o concurso "democrático", por um lado, e os "níveis" aos quais qualquer um destes "métodos" deve ser aplicado, por outro. Talvez a opinião pública, com alguma equanimidade, prefira pensar que o "concurso" é mais "transparente" do que a nomeação. Puro engano. Os concursos, de uma maneira geral, são abertos com "retratos a cores" dos concorrentes. Ou seja, são para "aquelas" pessoas e não para todos os putativos concorrentes em igualdade de circunstâncias. Por isso, eu preferirei sempre a nomeação "política", seja para que "nível" for, a qualquer concurso trapalhão e hipócrita. Os que nomeiam e os nomeados sabem todos com o que contam. Assiste a uns e a outros a legitimidade de confiarem ou não confiarem uns nos outros. Em ambos os casos, a democrática porta da rua é a serventia da casa quando qualquer das partes não está satisfeita. Por exemplo, eu gostava de saber quantos "dirigentes" actuais da administração pública que não "confiam" neste governo, já falaram. Ou quantos ministros e secretários de Estado que não "confiam" nesses dirigentes, já o disseram. Não é por haver mais ou menos nomeações "politicas" ou mais ou menos concursos "democráticos" que o governo - este ou outro qualquer - vai deixar de colocar quem entender onde entender, como, aliás, deve acontecer. Tudo o que se disser em contrário releva apenas do domínio da conversa, da conversa da treta.

ESPERANÇA CONTRA TODA A ESPERANÇA

João Gonçalves 1 Abr 05

No momento em que escrevo - às primeiras horas do dia - João Paulo II parece estar entre a vida e a morte. Quando teve início este papado eu entrava na universidade. Agora, se pudesse, já me aposentava. Tantos anos não podem passar sem deixar uma marca profunda na história da igreja e em nós. Nessa altura eu era seguramente muito mais crente do que sou hoje. Muitas das "convicções" deste Papa contribuíram - para além da minha própria "vida" e do conhecimento dos "outros", particularmente dos que passam o tempo a bater com a mão no peito -, para me afastar da "igreja una, apostólica, romana" que me ensinaram a respeitar. Nada disso me impede de reconhecer em Karol Wojtyla uma dos carácteres mais poderosos do século XX. Teimoso, conservador, fiel ao "núcleo duro" da doutrina, de João Paulo prefiro reter a frase do homem proferida aquando da sua primeira visita à Argentina: "I hope against all hope". Para mim, que creio em pouca coisa, esta é uma mensagem de esperança desesperada que valeu uma missão: manter a esperança contra toda a esperança.

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